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O FUTURO QUE EU DESEJO

Muitos são os medos, tantas são as cismas
Porém nunca deixei de sonhar com o futuro
Sempre o sonhei, com rios limpos e peixes
E a cumplicidade dos quintais sem muro!

Sim, um futuro carregado de esperanças
Fundado nas ações gentis e desprendidas
Das almas fraternas de pessoas admiráveis
Que repartem o pão sem contrapartidas

Desejo um mundo de paz e harmonia
Com crianças sorrindo e velhos orgulhosos
De almas boas, contando suas experiências
Aos jovens ouvintes, sempre respeitosos

Quero pássaros mansos nas varandas
Sem inquietações e sem medo do humano
Que todas as raças viventes estejam unidas
Seres irmanados, dividindo amor e se amando

Pode ser utopia, sonhar com seres engajados
Vigilantes com o próximo e com a natureza
A lutar com paixão pelos nobres ideais da vida
Sem perder a ternura e abrir mão da fineza

Quero um futuro, onde o sorriso ilumine
O tormento da dúvida que nunca serena
Que viver nos extremos apenas demonstre
A elevação dos limites da alma ainda pequena
 
Quero o futuro de crianças confabulando
De homens focados na busca da felicidade
Sob os códigos claros da ética e da decência
Numa atmosfera de comunhão e generosidade!

Quero um futuro de almas se reencarnando
Dos ventres candentes aos berços de vime
Que encontrem no peito generoso das mães
O leite da vida, o amor, este alimento sublime!

No meu futuro, os que cultuam o poder
Espero que se atenham em seus anseios
Para que o administrador seja escravo da lei
Para que o fins jamais justifiquem os meios

Neste futuro, lágrimas se expulsas dos olhos
Verterão movida apenas pelas boas emoções
Porque serão verdadeiras ou grandes demais
Para a dimensão latina dos nossos corações!
Celio Govedice
Enviado por Celio Govedice em 18/09/2007
Reeditado em 04/11/2017
Código do texto: T658530
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Celio Govedice
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil
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Celio Govedice