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Sina do Sertanejo

O sertão chora,
desamparado.
A seca o devora,
até seus sonhos,
seu dotô!

Patriarca despede,
lágrimas e saudades.
Leve balançar de cabeça,
um dia voltarei.
Espere...a vida vai melhorar!

Meninos sem entender, espiam.
Aconchegando na saia da mãe,
lacrimas ensaiam em seus olhos.
Coração anseia resto de esperança.
____O pai prometeu!

Mas as promessas.
Não cessam.
Vida ingrata.
Sempre a prometer!

Como preces atendidas,
chove no sertão,
mandacaru florido.
___Como luzes em avenidas!

Um cheiro envolvente,
de flor,terra molhada
e esperança!

Par de olhos parados,
fixam a entrada.
Cantarola pra esquecer
 a tristeza.

Triste notícia recebeu
José não mais voltará.
Atravessando a São João,
o mundo de concreto o levou.

E Maria...emudece numa última prece!

Sandra Almeida
Enviado por Sandra Almeida em 20/09/2007
Código do texto: T660909
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Sobre a autora
Sandra Almeida
Cacoal - Rondônia - Brasil, 60 anos
288 textos (6801 leituras)
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Sandra Almeida