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VENDAVAL

Olhando sem a direção
Para o rescindido
Vejo meu jardim do coração
Aos estilhaços

O que restara da alegoria?
Flores espalhadas pela forte brisa
É veio o vento...
O vento!
O vento!
Fez um tornado de lamento
A ventania aqui passou..

Mestrado em cultivo
Submergi-me nos laços do apego
Não enxerguei
Via apenas o presumível
Devaneios duma mente tão aérea
Cheia de idealismo...
Cheia de enleio...
Loucuras!
Tão Ilusória que ardia no peito
Quiméricas e inflexíveis abstratos á me distrair
E mesmo assim quis semear
Como almejei plantar

Alastrei sementes
Meramente as joguei
Lancei-as ao caminho
No ermo, Em atalho improlífico

Semeei no meio da vereda
Sonhos de um jardim enlevado
Joguei sementeira à beira do caminho
Aonde vinham as aves que se deleitavam

E eu tudo isso desapercebi
Cultivei sem arar
Sem cuidar
Sem luz em terra indevida

Cultivei em recintos diversos
Em pedregulhos para rápido crescer.
Ao sol aos poucos secou
Sem raiz, sem florescer,
Por fim o vendaval veio e tudo levou

Flores não brotaram
O verão foi intenso porem frígido
Voltei-me e vi o ermo
O encanto foi-se
Ao fim da estrada Desvaneceu-se
Junto ao vendaval que passou
Desgastado
Foi - se...
E Com ele também os Sonhos
Deixando apenas vestígios
De um jardim ilusório de amor!
Audenice
Enviado por Audenice em 22/09/2007
Reeditado em 22/09/2007
Código do texto: T663829
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Sobre a autora
Audenice
Diadema - São Paulo - Brasil, 36 anos
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2 e-livros (68 leituras)
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