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SOL DA JUSTIÇA, AJUDA-ME!

...a vós outros que temeis o meu n
ome
nascerá o Sol da Justiça...(Malaquias)


Tempos carentes de mais luz
Pálidas cores, se apresentam
Procuro cor, da Palha, encontro
Tudo, como plantas, de Sol, necessita
Pra que se processe a síntese natural
Então, muda-se da cor desmaiada
Em mais viva, encarnada!

Cenário desbotado pela intensa sombra
Já se encontra, nele, pouco do original
Desmatamentos, assassinatos, o desamor
Da mata ciliar, não tive notícia, nem dos olhos d’água
A água de beber, não mais se achará
O Lucro exacerbado, ávidos, ganhos
O tamanho do problema, ninguém avalia
Até que se possa, tudo, contabilizar!

Chega de pintura tão medonha...
Vou, já, interromper este meu quadro
Retratar o bem, o mal - há bons e maus
Seria uma gigantesca aquarela
Daquelas que as crianças ensaiam pintar
Na chuva a borrar toda a arte, bela
Dependo de Pintor Maior pra corrigir meus erros
Do Sol, dependo, o que a Justiça, vem trazer
E com certeza, nesta noite escura, o meu quadro encerro
Do Sol da Justiça, pinto o arrebol, no amanhecer!

Sobradinho-DF, 21/08/07 - abello

abello
Enviado por abello em 24/09/2007
Reeditado em 21/07/2012
Código do texto: T666872
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
abello
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 75 anos
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