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MEUS AMORES PANTANEIROS



De Mato Grosso eu cheguei

Pra falar do Pantanal,

De tudo que lá deixei,

Trouxe amostra num bornal.

 

Do cantar da seriema 

Trouxe uma ária afinada,

Pois seu canto vale à pena

Na memória ser guardada.

 

Do Tucano colorido

O arco-íris que voa,

Eu guardei no meu sentido

Lembranças de coisas boas.

 

Fiz fotos das Capivaras

Das Antas e Jabutis

E de tantas aves raras

Que não se vê por aqui.

 

Gotas d’água pantaneira

Eu guardei pela pureza

E as lembranças verdadeiras

Do que há na natureza.

 

Têm onças, quatis, veados,

Garças brancas, tuiuiús,

Araras e papagaios,

Juritis e Jaburus.

Jacarés banhando ao sol,

Piranhas e sucuris,

A pesca só com anzol,

Predador não vai ali...

 

Lembranças tão bem guardadas

Aqui dentro do Bornal

Por meu peito escaneadas,

Recuerdos do Pantanal.

 

Do moreno pantaneiro,

De quem lembro com carinho,

Guardei o jeito brejeiro

E o seu beijo tão docinho.

 

Das noites enluaradas,

O rasqueado, as canções,

Nas vozes apaixonadas

Que acompanham os violões.

 

Mato Grosso, tão amigo,

Hoje vivo em outro lugar,

Mas tu sabes que és querido

E que pra ti vou voltar.

 

 

Hull de La Fuente
Enviado por Hull de La Fuente em 25/09/2007
Reeditado em 25/09/2007
Código do texto: T667946
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Hull de La Fuente
Brasília - Distrito Federal - Brasil
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Hull de La Fuente