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APESAR DA LOUCURA


Desafino o violoncelo,
Gasto os meus pés nos chinelos.

Meu olhar capta - rapta o flagelo,
No embaçado do amarelo.

Digito a dor no cerebelo,
Desconecto o traço do paralelo.

Ser “Macunaíma”, eu anelo,
Filho da carne de Grande Otelo.

O sabor da loucura; revelo,
É doce como caramelo.

Sinto-me como um flabelo,
A rodopiar nas mãos sem elo.

Contra mim mesmo; rebelo,
Sou terra seca sob o rastelo.

No entanto; meu mundo é belo,
E por que não dizer; singelo?

... Nele habita a poesia.

DELEY
Enviado por DELEY em 27/09/2007
Código do texto: T671349

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Sobre o autor
DELEY
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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4 e-livros (1657 leituras)
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