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Cegueira



Assoberbada de tarefas que não se extinguem...
Minhas forças rareiam... Caminhos por entre urzes num fio de luz...
Não há estrelas azuis pra clarear essa trilha, não há...
Desatino...
Por  quanto tempo ainda terei que viver respirando ar do canudo?
Por quanto tempo mais verei as hipocrisias que grassam soltas?
Por mais quanto tempo silenciarei aos absurdos?
Um mundo real perdeu-se em faz de conta...
Ninguém mais faz conta a não ser do vil real?
No vale onde escasseia a generosidade
Urubus chafurdam em restos inermes
A dignidade dos que jazem cansados
Mesmo sem saberem se a vida já os deixou...
Disputas mesquinhas por coisa de nada
Pseuda glória que não faz dos falsos heróis
Melhores do que um único raio de sol...
Fileira obtusa de virtudes que sequer sabe
Inventariar a própria pequenez...
Rezes que se dão se vão por menos que capim...
Assim caminham vãos mortais
Até que o silêncio do túmulo lhes diga mais...
Do que ousaram saber em suas vida pequenas...

www.joselmavasconcelos.blogspot.com
Joselma de Vasconcelos Mendes
Enviado por Joselma de Vasconcelos Mendes em 29/09/2007
Código do texto: T673658
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Sobre a autora
Joselma de Vasconcelos Mendes
Serra - Espírito Santo - Brasil, 58 anos
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Joselma de Vasconcelos Mendes