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Eterno flerte

.:.
O que é isso, poeta!
Não queiras reinventar a poesia, não.
Não busques verbetes alhures –
Ficarás à mercê da irrisão.

Bem sabes tu que tens um coração donoso,
D’onde surgem luzidios espasmos da razão.
És um guapo retórico e airoso,
Onde os poemas – pedaços de ti – emergem
[em profusão,
Inundando-nos a cada rorejar
Do teu ditoso – que ventura! – coração.

O que é isso, poeta!
Não duvides do donaire da poesia, não.
Queres a eternidade suprema? –
És petulante ó pernas de sariema.

Bem sabes tu que a eternidade é fruto da morte,
Ou quem sabe de cerrada madeixa de sorte...
Um pouco de talento – serás imolado, poeta!
Sei que és bom e não o fizeste adrede,
Mas a vida te resguarda, Oxalá, um eterno flerte,
Entre ti e o teu ignoto algoz.

Fortaleza-Ce, 04 de outubro de 1999.
01h04min

Do meu livro 'Anversos de um versador.'
Nijair Araújo Pinto
Enviado por Nijair Araújo Pinto em 01/10/2007
Código do texto: T676259
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Nijair Araújo Pinto
Crato - Ceará - Brasil, 46 anos
2196 textos (65114 leituras)
81 áudios (1658 audições)
3 e-livros (542 leituras)
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Nijair Araújo Pinto