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A Janela

A Janela

De longe o vejo
Não posso tocá-lo
Um infinito nos separa
Duas estrelas bombardeiam a escuridão
Marcam meu corpo, não me deixam seguir
Ao redor, um sentimento fino e frio aparece
Fecho os olhos ele se vai
Um peso cai, a terra estremece e eu rio
Rio que corre agitado sem saber que existe o mar
Expande-se levando as flores da ribanceira
pensando que lhe fazem companhia
Elas, por alguns instantes felizes
Não se apercebem que não têm  chão
Murcham lá na frente, antes de morrer
O mundo fica mais triste
E o rio mais denso segue sua trilha cega
Carregando o peso dos seus erros
Um clarão repentinamente apaga tudo
Consigo ver a sua janela
Amadeirada, perfumada, trabalhada,
cheinha de tecnologia e adereços
Mas que pena, fechada
Acordo, sobressaltada,  resfolegante... algo me toca
Os olhos me abrem
Rio de novo, Bob quer passear.....ahahahah!
Graça Serrano
Enviado por Graça Serrano em 03/10/2007
Reeditado em 13/10/2007
Código do texto: T679131

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Sobre a autora
Graça Serrano
Recife - Pernambuco - Brasil, 57 anos
28 textos (2740 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/12/17 23:14)
Graça Serrano