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SOLIDÃO

SOLIDÃO

Solidão total
Esse é o meu destino
Solidão, estando
Acompanhada por pessoas
Pessoas que não
Me dizem nada

Solidão nos pensamentos
No sentimento
Na dor
Na tristeza
Na alegria

Solidão na saudade
Nas lembranças
Nos sonhos
Nos planos traçados

Solidão, imensa solidão
Que me invade
Em todos os meus
Momentos
Em todos os meus passos

Solidão no sorrir
No chorar
No lutar por dias
Melhores

Solidão, esta
É a minha sina
A sina da minha vida
Cheia de transtornos
Dolorosos

Solidão nas decepções
Nas idéias
Nas reflexões
Nas decisões

Solidão até nas
Horas de diversão
Até nos instantes
Mais cheios de
Música ao meu redor
Solidão nos momentos
De bebedeira

Bebedeira que traz
À tona todas
As lembranças
E todos os remorsos
Acuados em meu peito

Solidão no amar alguém
Amar sozinha
Querer sozinha
Gostar sozinha
Desejar sozinha

Solidão em todos
Os aspectos
Do meu viver
Tão triste

Solidão, solidão
Solidão, solidão
Solidão até na
Minha fé
No que realmente
Acredito

Solidão na minha
Maneira de ver
A vida
No meu jeito de ser
Jeito único de ser
E de estar

Solidão que me leva
A lugares inimagináveis
Solidão não de estar só
Mas de SER SÓ

Solidão na angústia
Na agonia de querer
O que não pode
Ser meu,  por
Ser de outra

Solidão no olhar
No andar
No agir
Solidão que me
Faz refletir e
Buscar respostas
Respostas que não
Encontro em nada
E em ninguém

Solidão que me
Enlouquece às vezes
Tentando encontrar
Soluções que nunca
Chegam

Solidão no dormir
Dormir que nem
Sempre me descansa
O corpo e tão pouco
A alma

Alma cansada
Tão cansada e alquebrada
Que por vezes
Me vejo num grande
Abismo onde
Caio, caio, caio...

Solidão que me
Mostra o vazio
Do nada em que
Me encontro
Há muito tempo

Solidão que me
Obriga a tirar
Força, de onde
Não sei
Pra continuar

Solidão de perder
O sentido da vida
Solidão de ficar
Sem chão
Sem ar pra respirar

Solidão da minha alma
Imortal, sempre
Na solidão do meu EU
Buscando uma chance
Que não chega nunca

Uma chance de
Ser feliz
De sorrir algum dia
De olhar o horizonte
E ver nele o que
Há de melhor

Mas o horizonte
Me mostra apenas
A solidão deste
Meu ser solitário

A solidão de um ser
Que olha outros
Seres e vê através
Deles

Solidão, companheira
De todas as horas
Parceira das lutas
Que tenho traçado
Em todos os
Tempos vividos

Solidão SEMPRE
Como se fora
A única coisa
Que resta

Solidão de ver
As coisas de fora
E por fora
Solidão de ser excluída
De não existir
De não ter a
Mínima importância

Solidão de não ser
Respeitada, nem amada
Nem considerada
Como “alguém”

Solidão de ser traída
Em minha confiança
De ser enganada
De ser ultrajada
Em minha inteligência
E em minha capacidade
De perceber
As coisas

Solidão de ter
Sempre que dar
ADEUS ao amor
De ter que apagar
A minha luz
Para que outra luz
Se acenda

Solidão de não
Ser importante
De ser NINGUÉM
De ser um objeto
Com o qual se
Pode brincar
E também que
Se pode desdenhar

Solidão na fidelidade
Na nobreza de espírito
Na compreensão
No companheirismo
Solidão no aconchego
No abraço carinhoso
No olhar apaixonado
No toque íntimo
Na palavra de amor

Solidão, solidão, solidão
Lágrimas que caem
Jorrando e mostrando
A dor de uma mulher
Vencida

Solidão, ÚNICA
Companheira dos
Meus dias

Solidão de ir embora
Pra nunca mais voltar
Solidão de deixar pra
Trás a quem amo

Solidão da consciência
Que tenho dos
Meus princípios ultrapassados
Pelo tempo e pelos
Novos costumes

Solidão, solidão
Solidão...
Zair Batalha,
Teu nome é
SOLIDÃO


Zair Batalha
30/09/2007
 
ZAIR BATALHA FERNANDES
Enviado por ZAIR BATALHA FERNANDES em 13/10/2007
Código do texto: T692882
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Sobre a autora
ZAIR BATALHA FERNANDES
Ceilândia - Distrito Federal - Brasil, 53 anos
43 textos (2820 leituras)
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ZAIR BATALHA FERNANDES