Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Ausência Íntima

Silenciar dores que falam
Idiomas de abismo.
Sim e ser poeta,
Arrancar das trevas
A melancolia atroz,
Com voz de verão.
Música de miragens
Embalando meu anseio
De ser amado.
Quero que a carne
Abrigue em seus poros
Meu sonho dileto.
De ser beijado
E acariciado
Por virgindades mortas.
Serei a angústia
Rasgando o ritmo dos versos
Num infindável frêmito
De ilusões em ruínas.
Assim meu viver escorre
Em dores e agonias.
Agonizam, alimentando-se
De meus cansaços,
Explodindo em pólens,
Flores de urânio!
Recordarei ainda o beijo
Que me sangrou o peito
Soando canção extinta;
Colo quente da fêmea
Que jamais terei!
Luis Felipe Saratt
Enviado por Luis Felipe Saratt em 21/10/2007
Reeditado em 05/10/2008
Código do texto: T703038
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Luis Felipe Saratt
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 36 anos
61 textos (1090 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/12/17 23:08)