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Transe

Tô nem aí pra tua falta de cultura.
Tenho mais é que cuidar da minha.
Minha falta, me sinto assim mal.
Adoraria bolar um carnaval.
Por sinal, adoraria dominar as fantasias.
Diria, até que não é assim tão difícil.
Meus comícios, só dependem de eu ler.
Não ser o que pretendo ser
É inútil. Continua não sendo.
E, lendo, é preciso apreender.
Um quê de malícia, de decência
e humildade é coerência.
Até a amizade agradece.
Se desse, eu citaria Homero.
Eu quero e venero.
Era pra estar aqui.
E, no pingo que ponho no i,
Falta a essência,
Que a aparência oculta.
Oh, culta cultura,
Atura me conhecer?
Morrer não me convém.
Nem viver morrendo.
Ou morrer vivendo.
Estou vendo que não vejo.
Não sonejo, que me falta a coragem.
Pelo menos, minha montagem
neologiza.
Acho isso uma beleza.
Quero ir pra Veneza
(com a Adalgisa)
(é mentirinha. Quero não).
Tudo em nome da rima.
E que seja a minha sina,
Como disse uma menina,
Estar aberto à expansão.
Arpejo
Enviado por Arpejo em 26/10/2007
Reeditado em 26/10/2007
Código do texto: T711483

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Sobre o autor
Arpejo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 40 anos
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Arpejo