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Domingueira

DOMINGUEIRA

Abra a janela e sinta o domingo entrar
O dia lá fora convida para um banho de sol

As pessoas estão vestidas de domingo
E caminham sem pressa

Parques e jardins estão em estado de flores
As ruas mastigam o silêncio mormente dos domingos

Quando eu era menino vestia-me de domingo
Para ir ao futebol ao cinema à missa

Domingo dominga dentro da gente
Abre seu leque em guirlandas de luares e poentes

Depois descamba em azul

MENINO DE FAZENDA

Não fui um menino de fazenda como o Drummond
A cidade era a fazenda a seara de sonhos que ganhei em vida

Longe dos meus olhos o mar murmurava uma estranha canção
Mas meu coração inventava outros mares outra canção

Nunca fui menino de fazenda
Um fazendeiro do ar como o Drummond

No entanto minha infância era povoada
De bois de cavalos de cheiro de erva-cidreira

CANOA QUEBRADA

Canoa velha escorada num pau
É como amor que se acabou

Canoa velha esquecida numa praia
É como saudade que se espalha

Nas velas abertas ao vento perdidas
Partidas no tempo

Lembrança das àguas
Sentida saudade

Da velha canoa
Sem poder navegar navegar navegar
Cláudio Bento
Enviado por Cláudio Bento em 04/11/2007
Código do texto: T722789

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Sobre o autor
Cláudio Bento
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Cláudio Bento