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Tudo Louco de Forma Simples

O bom entendedor é o prolixo cantor
Que faz o mar dar voltas com palavras claras e sem dor,
Dorme sem claridade pelas violetas do mar,
E faz o que entendo e o que pro lixo irei jogar!

Para o momento profundo de análise dos teus fundos,
Pego-me olhando montanhas e vales nevados
Isto é mais belo que qualquer canto do mundo
É por onde adentro e completo os estragos

É um sanduíche que aperto com os dedos
Meu pobre desejo sadio e gostoso
Que faz de mim um exterminador de medos
E eleva minha libido deste corpo esponjoso

Herege e ereto eu olho pra você
Quero-te menina, não posso te perder.
Quero acostumar a fazer-lhe um bebê
Caminhar neste mundo e não parar de te comer

Saco o titulo de titular do teu coração
Que nem com oração os tijolos vão quebrar
Braço que vai do tio até o João
Não saca nem o amor que vou te dar

Dando Roma a quem eu vou amar
Presto serviços a quem quer me emprestar
Estou prestes a você dar meu cantar
Estas palavras lavam estes cantos no ar

Arabela, a brisa da manhã é bela
E a TV torna a me incomodar
Vai logo pra cozinha e ajeita aquela panela
Faz o café que queima, é o meu negro mar

Mas num to dizendo que o mar me disse o que encontra?
Leve que eu digo só o que vai te confortar
Trago estas palavras por que não sou besta, tonta!
É leve e digno, pois sei que com força está

Eu quero amar e ser amado agora
Viver esta vida, eu não vou mais embora.
Quando tu pedes mais um abraço meu
Dou-te de volta, pois eu sei que é teu!

E quem te olha e vê o sorriso belo,
Olha de perto e vê que é amarelo
E quem te disse aquilo que me disse,
Não disse nada quem falou que disse
Se eu digo sim se eu sei que disse
Agora eu digo que sei quem te disse

No armário branco da minha fogueira,
O Botafogo perde e ganha a copa inteira
E quando quebra aquele copo branco
Compõem os traços do meu desencanto

Não rimo nada, pois não sei de nada.
Se o peixe nada, ele não ri de nada.
Com nadadeiras parece uma canoa
Que entrou no cano e se perdeu a toa

Ave Maria tu não fica triste
Por onde voas sei que tem alpiste
É pelos Alpes que uma vez me viste,
Cantarolando eu vi que tu existe.
Rodrigo Leal
Enviado por Rodrigo Leal em 06/11/2007
Código do texto: T725402

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Sobre o autor
Rodrigo Leal
Manaus - Amazonas - Brasil, 35 anos
44 textos (3214 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/12/17 04:17)
Rodrigo Leal