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O OVICÍDIO DO POETA

Zero horas.
horas a zero.
Na caixa preta
que guarda
que aglutina
que denuncia
zero.
vazia.
O poeta vê as horas
zero conta o relógio
zero mais um
zero mais dois
zero bem depois.
Zero lembra círculo
circulo lembra bola
bola lembra ovo
ovo enche o oco
O poeta a zero
decide virar o jogo
ou melhor
o ovo
na frigideira.
Ovo às zero
horas
feijão, arroz
pimenta
zero vira oitenta.
oitenta por cento de chance
contra.
O ovicídio se apronta
Desce
remexe
remelexe
assenta.
Zero vira vinte
a favor
sobrevivi.
Ufa!


Monica San
Enviado por Monica San em 08/11/2007
Código do texto: T727987

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Sobre a autora
Monica San
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil, 47 anos
251 textos (6438 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/12/17 01:22)
Monica San