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Declaro que sou verdadeira
como o verde do coqueiro,
as asas da graúna e
o bico do tucano.
Declaro ainda que
quando amadurecer

não serei fruta,
nem cereal,
muito menos vegetal.
Declaro apenas o meu amor ao
fruto proibido e abençoado
da amoreira, que me
mela de suspiros
e em vãos delírios

fico a pensar
no colibri iluminado
do seu olhar
muito mais que apaixonado
vidrado, empolgado,
fascinado pelo meu jeito faceiro
de te dar um cheiro e um
roçar atrapalhado,
neste teu pescoço molhado
e te convidar baixinho
para te manter quietinho
neste meu laço de passarinho.
adryayussef
Enviado por adryayussef em 10/11/2007
Reeditado em 02/12/2007
Código do texto: T732185

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Sobre a autora
adryayussef
Goiás - Goiás - Brasil
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