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O tempo e a solidão



Nunca se é despojado demais,
generoso o suficiente
ou altruísta reconhecido
se, mesmo assim, não se conseguir alterar a realidade.

Sofre-se à toa
Desgaste-se inutilmente
Passa-se por louco
Perde-se os amigos

Só a naturalidade ameniza os traumas
Só a honestidade desarma os antagonistas
Só pureza de alma suplanta percalços
E um pouco de idealismo ajusta os rumos

Verso sobre o anverso do hoje
Sobre os valores inversos
Sob a emoção dos excluídos

Falo das frustradas atitudes
Combatidas amiúde
Por quem se faz compungido

É coisa da idade passada
Que como uma velha estrada
Não prova ser bom caminho

Resta a lida consigo
Ser o seu próprio amigo
Acostumar-se sozinho
Edbar
Enviado por Edbar em 17/11/2007
Código do texto: T741552
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edbar
Recife - Pernambuco - Brasil, 66 anos
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