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SEM PALAVRAS


E agora?
Para onde foram as palavras?
A caneta aleatoriamente passeia sobre
O papel sem desenhar pensamentos lógicos.

Os temas “habituais” já foram tratados.
Assuntos sobre o amor, flor, dor,
Amizade, solidariedade, sinceridade,
Acenam confirmando suas presenças

E agora?
Onde está a emoção de escrever?
As palavras fogem de mim
Busco-as procurando nelas sentido
Encontro-as sem atrativos, frias, insensíveis.

E agora?
Percebi que as palavras são inocentes
Elas existem para dar sentido ao que já é
São labaredas que explodem do interior
Do vulcão da alma.
Ebulição da vida.

Entendi que as palavras não tem vida própria
São astros sem luz
Apenas refletem o brilho que emana do coração.
Ó coração!
São as palavras que dão sentido à sua existência

Que as palavras que são geradas em ti
Proclamem que tu és somente um coração humano
Igual a todos os corações que estão à sua volta

Perceba isto, escreva sobre isto.
E serás um manancial de poesias.
Paulo Cezar Santos
Enviado por Paulo Cezar Santos em 22/11/2007
Código do texto: T747978

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Sobre o autor
Paulo Cezar Santos
Aracaju - Sergipe - Brasil, 60 anos
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Paulo Cezar Santos