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não quer cheiro de mulher

nem sempre o viajar tem cheiro de mulher
julho um-sete é uma aurora negra de cetim
cena avião-desastre explode e nos fecunda
horas enormes que malfazejam dinossauros
são paulo obscenando o coração gaúcho
sorrisos enternecendo a branca maldição

almas e ossos rolados pelo chão
com eles crianças brincam de inocência
mamães não vendo a impureza da infância

nosso terceiro milênio não tem cheiro de mulher
história que ironiza transparência
meninas querem ir de branco aos motéis de luxo
- a que morreu desastre julho-dezessete
anos dois-zero-zero-sete
não viu a face de deus

avião-desastre uma esfinge
nos olha nos pergunta e nos devora
- marasmo não quer cheiro de mulher

António Soares
Enviado por António Soares em 25/11/2007
Código do texto: T752298

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Sobre o autor
António Soares
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 83 anos
101 textos (4444 leituras)
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António Soares