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nas nuvens

Em meio a relógios de sol,
A cabeça em cima da mesa, entre açúcar, café frio e um gosto amargo de run;
Mais um dia;
não tenho rumo;
não tenho o equilibrio necessário para manter-me em pé;
tenho o hábito de olhar para as nuvens e saber o seu humor;
elas hoje me dizem para "pisar" no freio;
Sei que não sou um bom jogador, não tenho a paciência necessária para sê-lo e meus adversários sabem disso;
Já não consigo manter a cabeça no corpo e deixo-a cair de banda na mesa, entre vasos de flores, cartas soltas, estava ali, como parte do cenário;
Como quem oferece a cabeça a si mesmo;
Estou em busca do meu sumário e nem sei em que página estou nesta intricada novela em que me encontro;
Já não tenho santuário e sigo com meu andor;
Não observo as nuvens por prazer, pois elas me dizem o que não quero ouvir;
Preferia os ventos sem rumo;
Espero o desfecho da hora final;
Tento quebrar o relógio na tentativa de suspender a agonia;
Sono, sono,sonho com cemitérios , túmulos enfeitados, mistérios,desertos frios , luas brilhantes,
um abismo, e eu era a ponte, que dava em lugar algum;
FOKER
Enviado por FOKER em 25/11/2007
Reeditado em 14/06/2014
Código do texto: T752539
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
FOKER
Palmas - Tocantins - Brasil
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