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Do tempo perdido

Mantenho a solidão trancafiada,
Mas ela é um bicho
Que despenca porta afora
Do coração adentro
Se eu não me ponho em malas agora
É por ainda venerá-lo tanto

Vejo os vultos
Ao meu lado
Todos passando reluzentes, piscando
Na iminência de bastarem a si mesmos

Não me julgue mal,
Apenas não é suficiente apoiar-me
A graça das piadas desbota da cor
Para vibrarem no passado
Descompassado de dois

Nem minha caneta fala mais
Deixou-me comigo
Na tinta das horas
No arrastar dos ponteiros
Na prisão dos homens modernos
Que é a velhice do relógio

E o silêncio aqui de casa é um eco
Que não volta a ser silêncio,
Para tornar-se solidão
Branco e bobo,
Mole e lesto

Os ventos calmos,
O grito dos morros.
De costume, de conformação.
Não sou como os ventos
Tem muito desespero em mim
Para que eu fique calada
E a minha vontade dá um ponto final.
Géssica Ranieri
Enviado por Géssica Ranieri em 27/11/2007
Código do texto: T754523

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Sobre a autora
Géssica Ranieri
Santo Antônio de Pádua - Rio de Janeiro - Brasil, 27 anos
36 textos (7740 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/12/17 12:01)
Géssica Ranieri