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ao invés de

minha intolerância, bem sei,
é que não me permite
que o outro me ponha defeitos
que sou um poeta-aprendiz
de versos ainda imperfeitos
que moro em lugar bem distante
no meio de gente pedante

e com minha incredulidade
diante daquilo que escuto
ao invés de temer a vaidade,
reajo, me alterco e discuto
e falo um monte de besteiras
numa reação rotineira,
autômata e estereotipada

me esqueço que boca calada
é sempre o melhor remédio
que irá me livrar desse tédio
que é eu ficar me enfrentando
depois que recordo o que houve
ao invés de ceder e deixar
ao outro seus traços e dotes

e educar meus filhotes
que são as minhas fraquezas
ao outro, todos os seus delírios
martírios e a sua beleza
junto com as suas delícias
à mim, as minhas impurezas
e o meu café sem açúcar


Rio, 27/11/2007
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 02/12/2007
Código do texto: T762328

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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