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Doentia

Ah! Alma inquieta, quase insana!
vil, profana, febril
trêmula, intrépida.
estúpida!

Já não sabe o que fazer
o que falar ou sentir.
Desbaratada. Perdida!
Cansada... Vã.
Fria, quase gélida.
Alma desnaturada,
Infame!

Careceste novamente em outra explosão?
Agora, Cala-te!
Sumirás em questão de pouquíssimo tempo.
Então, voltarás a ser o que realmente é:
Paupérrima!

Sabes o que é ser nobre ou bom?
Sabes o que é compaixão?
Apego?Amizade?
Certamente não!

Que dirás então do significado
Real e sublime de AMOR?
Certamente, desconheces tal palavra.
Não é mesmo, Infame?

Então viva, sinta. Aprenda
Ou morra em teu ódio
Débil e doentio!
Cheio de si, não é mesmo?
cheio da putrefação que
habita-lhe a cada segundo.
Em cada sopro

Não pense que sou agressivo u cruel
Sou apenas tão vão quanto ti
Ou até mesmo mais!
Porém, já sinto-me ofegante
E em meus últimos suspiros
Vejo luzes que não existem
Ou que de nada adiantam!

Por tal razão criança, Digo-lhe
Em toda veracidade e razão
Não vivas como eu!
Não sejas somente seu!
Não te torne apenas mais um
Vaidoso e vil.

Ou até mesmo as luzes que hoje vejo
Não significarão nada à você.
não espere estar como eu
não sejas como eu fui
não viva o que vivi.
E não morra
A cada dia, como morri.
Farfalla
Enviado por Farfalla em 06/12/2007
Reeditado em 16/12/2007
Código do texto: T766582

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Sobre a autora
Farfalla
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 29 anos
8 textos (374 leituras)
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Farfalla