Quando escrevo ela sempre vem ver o que é. ou lembrança de um tempo que passou.

Na mesa daquele bar

dividiamos tudo

vida em contos bem humorados

por vezes desgraçados

e atrapalhados momentos

nada passava em branco

as impressões sobre os vermes que nos rodeiam

até a esperança no dia em que o mar se tornaria agitado

e todo o trabalho gratificante

desce mais uma chefe

trincando

as duas da manhã

ouvindo Zeca do Trombone

proseando sobre a vida destes homens

que aqui gastam os agrodolares

enquanto dois subversivos

continuam a sonhar

publicar mais um livro

deixar de lado os vícios

mandar pra atmosfera

a ultima parcela do malandrinho que sobrou

falta grana e eu já estou devendo um monte

sorte aparecer na hora certa

uma nova fonte

amanhã pela tarde

encaro um freela

por enquanto hoje

segue a vida

depois a gente se ajeita

esquece da vida

e desce outra cerveja

esquece a mulher que me espera

esquece tudo que almeja...

Marco Cardoso
Enviado por Marco Cardoso em 13/09/2006
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