MÚSICA & POESIA


M eus dias são versos em teus deleites divos...
I ncontida minh'alma alcança o firmamento,
N o horizonte espectros raios dos defuntos vivos...
H armonizam minha autoria magistral
A os cuidados do senhor-mor, Strauss.

V ago vagarosamente nas vielas Villas Lobo...
I rreverente, introspectivo, frente externo fogo consumidor!
D erretendo minhas emoções, frases floreadas, 
A nte o teu "ensurdecedor" gênio compositor.

S into o gélido Mar abissal Dos Anjos flamejar espinha...
E ncontros de finados turvam minha razão,
M esclando ao medo a aterradora aparição.

V omito minha arrogância esmiuçada, quando
O s dedos de Wagner tocam a sinfonia!
C antos do além encarceram meus sentidos,
E smagando minha segurança falseada.

P rólogo que clama no deserto, anuncia
O ásis de contentamento ao coração ressequido de
E rmos dias imbuídos da maior criação.
M usicaliza vidas sofridas à espera de emoção,
A rautos proclamam: dias saciados de efusiva canção...   

S em ti, meus passos descompassam no samba do
E mbalo rítmico de "Tom", contigo meu ser
M anipulado por lapiseiras sutis de "Quintana"...

P oema sem poesia, dos quais são os pilares
O rquestrais da composição do poeta que
E m luta constante com a existência, manifesta
S ingular pensamento, no qual não há o "descoexistir".
I nsisto viver-te, louvar-te e se me indagarem o porquê...
A ssim parafrasearei:

                 " 
Se alguém te perguntar o quiseste dizer com um
             poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo..."                                                       
                                                M. Quintana




 
Professor Daniel Silva
Enviado por Professor Daniel Silva em 28/12/2013
Reeditado em 18/05/2014
Código do texto: T4628571
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