Camões

(S)e ora me entristeço, antes me alegrei

(E), amando, conheci sombras e luzes.

(T)antas vezes à beira dos abismos,

(A)pós eu contemplar epifanias,

(O)uvi apenas ais de minha boca...

(C)ontrafeita, eu admito o meu pecado:

(O)briguei-me a um mal já quotidiano

(N)o lugar de algum bem desconhecido.

(T)endo de disfarçar os meus desvelos,

(R)io e choro em delírios passionais

(A)té cair de exausta ao pé da cama.

(R)omanticamente ébria de absinto,

(I)nterrogava ausentes noite adentro,

(O)cultos em histórias mal contadas.

(A)mor, extremo mal de quem quer bem!...

(S)entinela do próprio coração,

(I)nesperada é a hora do sinistro.

(É) muito tarde pra se arrepender!

(O) que é o amor senão sua ilusão?...

(M)eus olhos se acostumam ao mistério

(E) miram as estrelas mais de perto.

(S)empre depois que tudo silencia,

(M)artela nos ouvidos o seu nome...

(O) mesmo adágio triste das corujas!

(A)mar, ó aventura desmedida!

(M)elhor nunca rever aqueles olhos...

(O)u senão, de absoluta teimosia,

(R)oubar do amado o fogo que me queima...

Iacoe Michaela
Enviado por Iacoe Michaela em 07/08/2018
Reeditado em 07/02/2019
Código do texto: T6412310
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