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Face Oculta da Morte

F oram as badaladas de meu sóbrio coração
A ssim como as rajadas do vento uivante
C urvar-se-á uma figura inebriante
E ntre todas, a de maior distinção

O lhos alertas, que não posso ver
C intilando em vermelho sangrento
U ntados de uma satisfação que não posso prever
L uto por livrar-me, mas pouco acrescento
T anto é a magnitude da besta de andar lento
A prumo-me sob as cobertas de meu leito

D eus sabe o quanto resisti a este infortúnio
A inda que depois eu tenha abdicado de todo o medo

M orte, soberana da escuridão lancinante
O blitere este pesado fardo de matéria minha
R ecolha meu espírito para longe desta dimensão
T ão amarga em que estamos e que nos definha
E leva-me ao descanso de minha mente em erosão
Márcio Ferreira
Enviado por Márcio Ferreira em 09/10/2007
Reeditado em 09/10/2007
Código do texto: T687603

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Sobre o autor
Márcio Ferreira
Campinas - São Paulo - Brasil, 26 anos
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Márcio Ferreira