LITERATURA E MÚSICA NO CEARÁ

LITERATURA E MÚSICA NO CEARÁ

Literatura uma palavra de derivação latina (littteratura) cuja sinonímia relaciona-se a arte de compor ou escrever trabalhos artísticos em prosa ou verso, ao conjunto de trabalhos literários dum país ou duma época. Está ligada diretamente aos homens de letras e a vida literária, bem como a carreira de letras ou ao conjunto de conhecimentos relativos às obras ou aos autores literários. Qualquer dos usos estéticos da linguagem, irrealidade, ficção, bibliografia e ao conjunto de escritos de propaganda de um produto industrial. Tem uma divisão bem explicita e compreensiva começando pela literatura comparada, passando pela literatura de cordel e outras ramificações, como a literatura de ficção, de vanguarda, oral e popular.

Não seria demais explicarmos cada uma delas, tanto pela importância como pelo pouco conhecimento de uma maioria de estudantes e leitores. A Literatura comparada refere-se ao estudo comparado de duas ou mais literaturas ou tipos de literatura, com o fim de se lhes verificarem as influências e inter-relações. A Literatura de cordel está ligada ao romanceiro popular nordestino, em grande parte contida em folhetos pobremente impressos e expostos à venda pendurados em cordel, nas feiras e mercados. A Literatura de ficção (ficcionismo) ao romance, a novela e o conto. A Literatura de vanguarda sua importância a caracteriza pela reação contra os moldes literários muito explorados das gerações imediatamente anteriores.

Já a Literatura oral é o conjunto das lendas e/ou narrativas transmitidas por tradição e a popular talvez a mais conhecida de todas tenha certa relevância, pois abrange, sobretudo, a literatura de cordel e a literatura oral; em geral, é anônima e pode conter elementos folclóricos. Extensa, mas de primordial importância não só para os especialistas, mas para toda a população brasileira que em sua maioria teima em não aumentar sua ênfase cultural, por preguiça mental ou por não ser abraçado pelas belezas da cultura e do conhecimento, ou mesmo pela falta do famoso vil metal. São esses fatores que qualquer governante deveria voltar os seus vistas, pois a educação seja ela qual for ainda é o viés mais forte para enfraquecer a violência desenfreada e desordenada que toma conta de nossa pátria.

Muitos estudiosos afirmar ser a literatura algo de formal e na sua formalidade vem o contexto de investigações filosóficas e lógicas, cuja preocupação maior é avaliar esse conceito como tendo sido objeto de extensa análise. Todavia, a verdade é que a literatura especificamente parece uma nuvem tenebrosa que a torna surpreendemente escassa, para não avaliarmos como praticamente inexistente. Hoje em dia, o termo 'formal' é usado em vários sentidos diferentes, mas interligados, nos parecendo pertencer a dois principais

grupos de sentidos atribuídos ao termo, cada um deles contendo

subvariações. Os dois sentidos principais do termo 'formal' são:

formal no que diz respeito a formas, e formal no que diz respeito à

aplicação de regras.

Na realidade estes dois sentidos são realmente distintos pelos opostos de 'formal' em cada um dos casos: no primeiro caso, o que não é formal é em geral dito ser 'material', e no segundo caso, o que não é formal é em geral dito ser 'informal'. O formal pode estar ligado a oito formas, sendo cinco ligados a formas e os três ligados a regras. Catarina Dutilh Novaes fala como muita propriedade sobre formal e informal na literatura. A música sem sombras de dúvidas se insere nesse contexto. Não se tem notícia, que algum ser humano seja contrário a música, no entanto ele pode se manifestar contrário de como essa música consegue adentrar a sua mente, de modo suave, agradável ou de modo estrondoso e irritante.

A música cala fundo no coração, principalmente já juventude, mas com o avanço cultural e musical ela se tornou partícipe de todas as classes sociais. Muitos gostam de música, mas não sabem cantar por não saber de cor as letras das melodias de sua preferência. Alberto Nepomuceno, Patativa do Assaré, Lauro Maia, Evaldo Gouveia, Eleazar de Carvalho, Humberto Teixeira, Fagner, Belchior, Cego Aderaldo, Ayla Maria, Juvenal Galeno, Branca Rangel, Augusto Xavier de Castro, Barbosa de Freitas, Ednardo com seu Pavão Misterioso, Carlos Severo, Paulo de Antônio Sales, Oscar Feital, Luiz Assunção (Cearense de coração), Maestro Lisboa, Fernando Weyne, Antonio Rayol, Alfredo Peixoto, astro Laranjeira, Júlio Braga, Ramos Cotoco, João Quintino, Quintino Cunha, Mamede Cirino, Manuel Cândido, Theodósio Freire, Amadeu Xavier de Castro, Amelinha, Quatro Ases e um Coringa, Manasses, Mano Alencar, Roberto Xavier de Castro, Carlos Teixeira Mendes, Joaquim Nogueira Dantas, Abidoral Jamacaru, Diva Câmara, todos esses aqui citados foram expoentes na modinha cearense. Pedro Lessa, Catullo da Paixão Cearense, que nasceu no Maranhão, mas filho de cearense teve muita influência em nossa música, ele gostava muito de modinhas.

O Ceará também tinha outros estilos de música que fizeram sucesso nacionalmente. O folclore se insere também na música e aqui citamos: Bumba meu boi, ou Boi do Ceará, dança do Coco, Torém (canto dos índios Tremembés), Maracatu, músicas juninas, Os Violeiros, Os cantadores, Os emboladores, baião, xaxado, xote, forró pé de serra, banca cabaçal dos irmãos Aniceto entre outros. “A cultura cearense é muito rica e poderíamos ficar aqui escrevendo citando muitos detalhes sobre literatura e músicas cearenses, mas encerramos com a seguinte conotação:” A música cearense, ao conseguir contornar esses percalços, sempre presenteou a cultura brasileira com importantíssimas contribuições.

O cearense Alberto Nepomuceno (1864-1920), abolicionista, parceiro de Machado de Assis, que compõe em 1903 o "Hino Oficial do Estado do Ceará" em parceria com Thomaz Lopes, é um dos mais importantes nacionalistas que inspirou Heitor Villa-Lobos; Humberto Teixeira, da cidade de Iguatu, cunhado de outro grande ilustre, Lauro Maia, que o apresentou a Luiz Gonzaga, donde nasceu uma das mais representativas obras do Nordeste; Lauro Maia, compositor, músico, arranjador, por sua vez, lançou o balanceio, um ritmo que se aproxima a um baião; na mesma época, década de 40; o violonista Aleardo Freitas, o pianista Luiz Assumpção, os maestros Mozart Brandão e Cleóbolo Maia também marcaram época na Ceará Rádio Clube e Rádio Iracema. “Esses são apenas alguns exemplos que ilustram a grandiosidade da música cearense”.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ALOMERCE- DA UBT- DA AVSPE- DA ACE- DA AOUVIRCE

Paivinhajornalista
Enviado por Paivinhajornalista em 30/03/2011
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