“TECNOLOGIA E ILUMINISMO, SER MODERNO, OU SER TREVOSO…EIS A QUESTÃO” PARTE I

Karl Max (1818 – 1883), pensador que “iluminou” os revolucionários russos em 1917; e o que seria o ILUMINISMO, um filho do INDIVIDUALISMO e um irmão bem antagônico do ROMANTISMO. .

A “luz” era a razão que invadiu o quanto escuro da Idade Média, tornando a fé obsoleta. Existem controvérsias a respeito da alcunha “tenebrae” ou “trevas” atribuídas à fase de mil anos desse período da história da história; o que na verdade assim fora batizada já no período Renascentista, que fora iluminado pelo HUMANISMO.

E o Homem médio, foi um ser trevoso, ou este termo cai bem para a nossa contemporaneidade? quem emancipa a Ciência e abre seus caminhos é o movimento social e filosófico denominado de ILUMINISMO, que enxerga que o mundo precisa ser repensado através da luz magnânima do cientificismo.

O século XIX traz em seu bojo central a grande REVOLUÇÃO INDUSTRIAL como o ápice do sucesso do HOMEM MODERNO, este HOMEM SEM LEI, que em nome da razão: fotografa, buzina, mecaniza e segrega. Deus como centro é relegado apenas a um obstáculo para o progresso e para o positivismo.

Emoção e criatividade, dois atributos do movimento romântico, que pareciam sofrer com a influencia do Iluminismo, que achava que somente o valor científico e técnico poderia tornar o HOMEM mais humano e progressista; independente da alma.

Industrialização e urbanização se faziam opostas ao amor a natureza, que na forma de ver dos Românticos; William Blake, William Wordsworth, Mary Shelley, Joan Keats, Lord Byron e outros colaboradores da arte e literatura, como representantes da fase Romântica do século XIX. Assim como Víctor Hugo, o célebre escritor francês que lançou romances memoráveis como: Os miseráveis, e O corcunda de Notre Dame.

“Iluminar” é direcionar luz por sobre algo, que na verdade pode estar sob o manto das trevas, e parece ser a única moeda de troca o tal capital, que faz a diferença entre os seres que habitam este orbe chamado de “TERRA”; o lucro já estava há muito instituído, ele é realmente a mola mestra das doutrinas: e mesmo o dito pai do Socialismo, ou Comunismo, aquele que “lançou luz” sobre a grande Revolução russa, KARL MARX, o mesmo que apregoava uma sociedade sem Estado, dividida em comunas independentes – ele mesmo dependia de um capitalista como Friedrich Engels.

O Socialismo Científico, idealizado por Max e Engels, assim denominado porque não procurava construir abstratamente uma sociedade ideal, mas baseando-se na análise das realidades econômicas, da evolução histórica e do capitalismo, formula leis e princípios determinantes da História em direção a uma sociedade sem classe e igualitária.

Seriam estes Homens, membros de sociedade moderna e igualitária, ou de uma sociedade iluminada pelas lindas luzes da tecnologia instituída para o bem comum, que na verdade explora um proletariado urbano e massacrado pela industrialização crescente que atende aos anseios de uma classe burguesa privilegiada: Será que o pensamento apocalíptico que regia o Medievo era mais igualitário que o momento Moderno Positivista, teoria que instituiu através de uma lei com três estados: TEOLOGICO, METAFISICO E CIENTÍFICO OU POSTIVO.

O filósofo Augusto Comte foi o criador da lei dos Três Estados, agora a história passa a ter um fim laico, e então nascem as Grandes Exposições, com a primeira culminando em Londres, em 1851; com elas nasce a CULTURA DE MASSA, talvez mais invasiva e alienante que o culto a um DEUS ÚNICO, que segundo um clero ( castiga seus servos) medievais.

VALÉRIA GUERRA REITER.

VALÉRIA GUERRA REITER

Valéria Guerra
Enviado por Valéria Guerra em 06/11/2017
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