Botyra Camorim Gatti
 
Nascida em 3 de março de 1910 na cidade de São Paulo, Botyra Camorim, descendente de uma família de italianos, viveu sua infância e juventude no bairro do Brás, onde também se deu toda sua formação escolar. Em 1928, diplomou-se professora primária na Escola Normal do Brás e casou-se com o contador mineiro Carlos da Silveira Gatti, com quem teve cinco filhos. Ela assumiu cadeira em escolas isoladas, reunidas e grupo escolar até 1959, quando se aposentou e tornou-se uma escritora de sucesso, além de desenvolver uma intensa atividade social e cultural.
Na área cultural, além dos vários livros que publicou, ela foi co-fundadora do Centro Mello Freire de Cultura, entidade que durante muitos anos foi o principal canal de divulgação e amparo aos produtores de literatura na cidade de Mogi das Cruzes.
Botyra Camorim Gatti faleceu em 1992, deixando filhos. Seu trabalho como intelectual, educadora e ativista social foi, no entanto, reconhecido pela cidade que ela escolheu para viver e servir. Foi agraciada pela Câmara Municipal com o título de cidadã mogiana em 1968. Vários logradouros públicos em Mogi das Cruzes foram batizados com seu nome, especialmente o Centro de Esportes e Lazer da cidade. 
Botyra Camorim foi uma das fundadoras da APAE-Mogi das Cruzes e uma das suas mais ativas colaboradoras. Foi sua primeira diretora, e nessa condição permaneceu por sete anos. Por sua inestimável contribuição, principalmente nos primeiros anos de vida da entidade, quando ela ainda estava lutando para sobreviver e se afirmar, a APAE-Mogi das Cruzes lhe prestou a merecida homenagem de dar o seu nome á escola mantida pela entidade.
Em 2008, a vida de Botyra Camorim como professora e intelectual foi objeto de uma tese de mestrado desenvolvida pela professora  Wiara Rosa Rios Alcantara, na Universidade de São Paulo.[1]

 
Essas constantes mudanças de endereço refletem a luta da APAE em Mogi das Cruzes para sobreviver e realizar o seu trabalho pioneiro. Isso porque, a par da crônica falta de recursos financeiros, da dificuldade para contratar profissionais para um ramo específico de educação, como era esse, e atrair voluntários para dar suporte às mais variadas tarefas que surgiam no desenvolvimento normal do trabalho, o que se fazia necessário dado ao grande aumento de crianças assistidas pela entidade, havia também a inexperiência e o noviciado de um movimento que, no Brasil, ainda não tinha alcançado a maturidade necessária. Poucas eram as unidades da APAE existentes no país e escassos os casos de sucesso, nos quais se pudesse buscar uma modelagem.
Destarte, a falta de conhecimento era suprida com boa vontade e muito amor. A escassez de recursos foi compensada com a generosidade de parceiros que compreenderam a necessidade de ajudar a entidade a se manter e ampliar os seus serviços. Nesse sentido, a Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes ajudou, nesses começos, pagando o aluguel dos prédios onde a APAE se instalou; Louva-se, de forma especial, o prefeito Waldemar da Costa Filho, que logo percebeu a importância para a cidade, de uma instituição desse nível. [2]
O Lions Clube de Mogi das Cruzes doou as carteiras para a escola, empresas e pessoas físicas ajudaram com diversos donativos na construção de uma oficina de carpintaria, cujas máquinas também foram doadas por aquele clube de serviços.
Nessa altura, passados mais de cinco anos, o número de crianças atendidas pela APAE-Mogi das Cruzes já tinha chegado a oitenta. Era preciso ampliar as instalações para atender à crescente demanda que a cidade apresentava, sem contar que de outras cidades da região também começavam a chegar clientela. Foi aí que entrou em cena o Dr. Sebastião Cascardo, então prefeito de Mogi das Cruzes. Foi esse prefeito que, entendendo a necessidade e a qualidade dos serviços prestados pela entidade, realizando um trabalho que, em tese, caberia ao próprio serviço público municipal, resolveu ajudar a APAE, cedendo-lhe, em comodato, por noventa e nove anos, um terreno medindo 4.542 m² e nele construindo um conjunto de instalações com 300 m². Esse imóvel situado, na rua Santa Terezinha, nº 134, é onde a entidade está até hoje. A doação desse terreno já havia sido aprovada na gestão do prefeito Waldemar da Costa Filho. E para homenagear uma das primeiras voluntárias da entidade, a Sra. Carmem de Moura Santos, a rua Santa Terezinha foi rebatizada com o nome dessa colaboradora. [3]
Essa doação, e a construção de uma sede definitiva para a entidade, foram o marco definitivo de uma realização que veio para ficar e engrandecer a história das ações sociais no município de Mogi das Cruzes. Importava, não só em um reconhecimento, por parte dos poderes públicos, da importância e da excelência do trabalho realizado pela APAE, como também dotava a comunidade mogicruzense de um equipamento que a distinguiria entre as cidades do Brasil, como uma das comunidades mais avançadas do país nesse tipo de educação especial.
A partir dessa base, a APAE-Mogi das Cruzes cresceu e prosperou, tornando-se a grande potência que é hoje.
No jornal Mogi News de 28 de janeiro de 1977, a APAE publicaria uma moção de agradecimento ao Dr. SebastiãoCascardo, sem o qual ela não teria dado o salto qualitativo que deu a partir de então.
                    
   
Cabe por fim, registrar nesse capítulo que certifica o nascimento e os primeiros anos de vida da APAE-Mogi das Cruzes, a valiosa colaboração que tem sido prestada, nestes anos todos, pelo Lions Clube Mogi das Cruzes- Centro.
Vale dizer que esse clube de serviços tem estado presente na vida da entidade desde o seu nascimento, realizando campanhas, fazendo doações, provendo recursos e fornecendo voluntários para a realização dos serviços prestados pela APAE. Ressalte-se que a maioria dos seus diretores-presidentes também tem sido recrutados entre os membros desse operoso clube de serviços. Entre eles os senhores Ricardo Strazzi, Alfredo Casela Júnior, Marcus Adalberto Abib e o atual, João Montes. Sem esquecer grandes colaboradores, que prestaram inestimáveis serviços à entidade, como Leopoldo Vano, Jaime Bastos, Jorge César, Celso Moreira Leite, Milton Martins Coelho, Osvaldo Gennari e outros, que por modéstia, ou mesmo por falta de registro de seus feitos, preferiram se conservar no anonimato. Mas a todos eles fica o agradecimento da direção da APAE e de todos os educandos e respectivas famílias, que de alguma forma, tiveram suas vidas abençoadas pela fundação dessa entidade.
 
Outros colaboradores, entretanto, por sua inestimável contribuição ao desenvolvimento da entidade merecem ser citados neste registro. Eles aparecem, nesses primeiros anos de vida da APAE, realizando ações e prestando serviços à entidade. Sem o comprometimento e a dedicação desses abnegados voluntários, a APAE-Mogi das Cruzes não seria o que é hoje. Entre eles citamos Alberto Soares Pinho; Alcino de Moura Campos, Alda Ferri, Alexandre Pietzak, Alfredo Campolino dos Santos Filho, Antonio Teixeira, Bento Antonio de Oliveira, Carlos Garcia, Domingos Luís Fernandes, Epaphas Gonçalves Ennes, Francesli Martins, Francisco Martins Campos, Franz Steiner, Galileu Ramirez, Genuíno de Almeida Marins, Geraldo José Franco de Faria, Hamilton Pereira de Morais, João Ricardo Gonçalves, Josefa Maria Romanatti, José Fernandes, José Gonçalves Filho, José Onofre Paes, José Romanatti, Márcia Aparecida Rangel Engelender, Maria Aparecida de Oliveira Briquet, Maria do Carmo Nogueira, Massaharu Horigoshi, Moacir Folker Júnior, Nilberto Lainetti, Nilson de Moura Marins, Nilza Aparecida Moretti Ariza, Norberto de Camargo Engelender, Orlando Sebastião Mascarelli, Roberto Monteiro, Roberto Raimundo Cestari, Romeu Carrasco, Sérgio Hugo Pinheiro, Silas Fonseca Redondo, Victor Esselin, Victor Pinto da Fonseca, Valter Ferraz, Walter Rodrigues de Andrade,  Washington Domingues Quintas, William José Feres, Yoshiaaky Yamada.
E de forma especial à família Borestein, na pessoa de Henrique Borestein, que desde o início compreendeu a importancia desse trabalho e deu a ele a sua mai complet adesão e uma inestimável colaboração. Vale dizer que não fosse a disposição do Sr. Henrique Borestein em apoiar, de todas as formas a entidade, o Sr Ricardo Strazzi, que durante a sua longa gestão à frente da APAE, não teria tido a condição de fazer o que fez.
A todos eles a APAE e as pessoas, que de algum modo, foram beneficiadas pelos seus serviços, devem e manifestam seus agradecimentos. A esses grandes colaboradores a entidade deve muito da sua infância, adolescência, juventude e princípio de maturidade, pois todos prestaram inestimável colaboração durante os trinta primeiros anos da sua vida.
 
     A partir do dia nove de setembro de 1972, a APAE-Mogi das Cruzes passou a ser dirigida pelo Sr. Ricardo Strazzi, face á mudança do Sr. Lineu Húngaro para São José dos Campos. Na condição de vice-presidente, ele assumiu a diretoria da entidade e nela permaneceu até 2012 data do seu falecimento.[4]
 
 
[1] Uma Vida no Magistério- USP, 2008.
[2] Waldemar Costa Filho (1923-2001) nasceu em Juiz de Fora, MG,e veio para Mogi das Cruzes em 1942 para trabalhar na Mineração Geral do Brasil. Foi eleito prefeito de Mogi das Cruzes por quatro mandatos. Em seu primeiro mandato (1969-1972) a principal realização  foi a ligação de Mogi de Mogi das Cruzes à Via Dutra, interligando a cidade às principais regiões de desenvolvimento de Estado, como a capital e o Vale do Paraíba. Teve grande influência na política da região e na elevação de Mogi das Cruzes á importante pólo de desenvolvimento regional, com a realização de grandes obras públicas como a Rodovia Mogi-Bertioga.
 
[3] Carmem de Moura Santos, professora, nasceu em ...
[4] Este capítulo foi composto com base nas informações fornecidas pelo boletim informativo da APAE nº 4, emitido para o bimestre março-abril de 1999, por ocasião da comemoração dos trinta anos da APAE-Mogi das Cruzes.Botyra Camorim Gatti
 
Nascida em 3 de março de 1910 na cidade de São Paulo, Botyra Camorim, descendente de uma família de italianos, viveu sua infância e juventude no bairro do Brás, onde também se deu toda sua formação escolar. Em 1928, diplomou-se professora primária na Escola Normal do Brás e casou-se com o contador mineiro Carlos da Silveira Gatti, com quem teve cinco filhos. Ela assumiu cadeira em escolas isoladas, reunidas e grupo escolar até 1959, quando se aposentou e tornou-se uma escritora de sucesso, além de desenvolver uma intensa atividade social e cultural.
Na área cultural, além dos vários livros que publicou, ela foi co-fundadora do Centro Mello Freire de Cultura, entidade que durante muitos anos foi o principal canal de divulgação e amparo aos produtores de literatura na cidade de Mogi das Cruzes.
Botyra Camorim Gatti faleceu em 1992, deixando filhos. Seu trabalho como intelectual, educadora e ativista social foi, no entanto, reconhecido pela cidade que ela escolheu para viver e servir. Foi agraciada pela Câmara Municipal com o título de cidadã mogiana em 1968. Vários logradouros públicos em Mogi das Cruzes foram batizados com seu nome, especialmente o Centro de Esportes e Lazer da cidade. 
Botyra Camorim foi uma das fundadoras da APAE-Mogi das Cruzes e uma das suas mais ativas colaboradoras. Foi sua primeira diretora, e nessa condição permaneceu por sete anos. Por sua inestimável contribuição, principalmente nos primeiros anos de vida da entidade, quando ela ainda estava lutando para sobreviver e se afirmar, a APAE-Mogi das Cruzes lhe prestou a merecida homenagem de dar o seu nome á escola mantida pela entidade.
Em 2008, a vida de Botyra Camorim como professora e intelectual foi objeto de uma tese de mestrado desenvolvida pela professora  Wiara Rosa Rios Alcantara, na Universidade de São Paulo.[1]
 
 (fotos dos prédios)
 
Essas constantes mudanças de endereço refletem a luta da APAE em Mogi das Cruzes para sobreviver e realizar o seu trabalho pioneiro. Isso porque, a par da crônica falta de recursos financeiros, da dificuldade para contratar profissionais para um ramo específico de educação, como era esse, e atrair voluntários para dar suporte às mais variadas tarefas que surgiam no desenvolvimento normal do trabalho, o que se fazia necessário dado ao grande aumento de crianças assistidas pela entidade, havia também a inexperiência e o noviciado de um movimento que, no Brasil, ainda não tinha alcançado a maturidade necessária. Poucas eram as unidades da APAE existentes no país e escassos os casos de sucesso, nos quais se pudesse buscar uma modelagem.
Destarte, a falta de conhecimento era suprida com boa vontade e muito amor. A escassez de recursos foi compensada com a generosidade de parceiros que compreenderam a necessidade de ajudar a entidade a se manter e ampliar os seus serviços. Nesse sentido, a Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes ajudou, nesses começos, pagando o aluguel dos prédios onde a APAE se instalou; Louva-se, de forma especial, o prefeito Waldemar da Costa Filho, que logo percebeu a importância para a cidade, de uma instituição desse nível. [2]
O Lions Clube de Mogi das Cruzes doou as carteiras para a escola, empresas e pessoas físicas ajudaram com diversos donativos na construção de uma oficina de carpintaria, cujas máquinas também foram doadas por aquele clube de serviços.
Nessa altura, passados mais de cinco anos, o número de crianças atendidas pela APAE-Mogi das Cruzes já tinha chegado a oitenta. Era preciso ampliar as instalações para atender à crescente demanda que a cidade apresentava, sem contar que de outras cidades da região também começavam a chegar clientela. Foi aí que entrou em cena o Dr. Sebastião Cascardo, então prefeito de Mogi das Cruzes. Foi esse prefeito que, entendendo a necessidade e a qualidade dos serviços prestados pela entidade, realizando um trabalho que, em tese, caberia ao próprio serviço público municipal, resolveu ajudar a APAE, cedendo-lhe, em comodato, por noventa e nove anos, um terreno medindo 4.542 m² e nele construindo um conjunto de instalações com 300 m². Esse imóvel situado, na rua Santa Terezinha, nº 134, é onde a entidade está até hoje. A doação desse terreno já havia sido aprovada na gestão do prefeito Waldemar da Costa Filho. E para homenagear uma das primeiras voluntárias da entidade, a Sra. Carmem de Moura Santos, a rua Santa Terezinha foi rebatizada com o nome dessa colaboradora. [3]
Essa doação, e a construção de uma sede definitiva para a entidade, foram o marco definitivo de uma realização que veio para ficar e engrandecer a história das ações sociais no município de Mogi das Cruzes. Importava, não só em um reconhecimento, por parte dos poderes públicos, da importância e da excelência do trabalho realizado pela APAE, como também dotava a comunidade mogicruzense de um equipamento que a distinguiria entre as cidades do Brasil, como uma das comunidades mais avançadas do país nesse tipo de educação especial.
A partir dessa base, a APAE-Mogi das Cruzes cresceu e prosperou, tornando-se a grande potência que é hoje.
No jornal Mogi News de 28 de janeiro de 1977, a APAE publicaria uma moção de agradecimento ao Dr. SebastiãoCascardo, sem o qual ela não teria dado o salto qualitativo que deu a partir de então.
                    
   
Cabe por fim, registrar nesse capítulo que certifica o nascimento e os primeiros anos de vida da APAE-Mogi das Cruzes, a valiosa colaboração que tem sido prestada, nestes anos todos, pelo Lions Clube Mogi das Cruzes- Centro.
Vale dizer que esse clube de serviços tem estado presente na vida da entidade desde o seu nascimento, realizando campanhas, fazendo doações, provendo recursos e fornecendo voluntários para a realização dos serviços prestados pela APAE. Ressalte-se que a maioria dos seus diretores-presidentes também tem sido recrutados entre os membros desse operoso clube de serviços. Entre eles os senhores Ricardo Strazzi, Alfredo Casela Júnior, Marcus Adalberto Abib e o atual, João Montes. Sem esquecer grandes colaboradores, que prestaram inestimáveis serviços à entidade, como Leopoldo Vano, Jaime Bastos, Jorge César, Celso Moreira Leite, Milton Martins Coelho, Osvaldo Gennari e outros, que por modéstia, ou mesmo por falta de registro de seus feitos, preferiram se conservar no anonimato. Mas a todos eles fica o agradecimento da direção da APAE e de todos os educandos e respectivas famílias, que de alguma forma, tiveram suas vidas abençoadas pela fundação dessa entidade.
 
Outros colaboradores, entretanto, por sua inestimável contribuição ao desenvolvimento da entidade merecem ser citados neste registro. Eles aparecem, nesses primeiros anos de vida da APAE, realizando ações e prestando serviços à entidade. Sem o comprometimento e a dedicação desses abnegados voluntários, a APAE-Mogi das Cruzes não seria o que é hoje. Entre eles citamos Alberto Soares Pinho; Alcino de Moura Campos, Alda Ferri, Alexandre Pietzak, Alfredo Campolino dos Santos Filho, Antonio Teixeira, Bento Antonio de Oliveira, Carlos Garcia, Domingos Luís Fernandes, Epaphas Gonçalves Ennes, Francesli Martins, Francisco Martins Campos, Franz Steiner, Galileu Ramirez, Genuíno de Almeida Marins, Geraldo José Franco de Faria, Hamilton Pereira de Morais, João Ricardo Gonçalves, Josefa Maria Romanatti, José Fernandes, José Gonçalves Filho, José Onofre Paes, José Romanatti, Márcia Aparecida Rangel Engelender, Maria Aparecida de Oliveira Briquet, Maria do Carmo Nogueira, Massaharu Horigoshi, Moacir Folker Júnior, Nilberto Lainetti, Nilson de Moura Marins, Nilza Aparecida Moretti Ariza, Norberto de Camargo Engelender, Orlando Sebastião Mascarelli, Roberto Monteiro, Roberto Raimundo Cestari, Romeu Carrasco, Sérgio Hugo Pinheiro, Silas Fonseca Redondo, Victor Esselin, Victor Pinto da Fonseca, Valter Ferraz, Walter Rodrigues de Andrade,  Washington Domingues Quintas, William José Feres, Yoshiaaky Yamada.
E de forma especial à família Borestein, na pessoa de Henrique Borestein, que desde o início compreendeu a importancia desse trabalho e deu a ele a sua mai complet adesão e uma inestimável colaboração. Vale dizer que não fosse a disposição do Sr. Henrique Borestein em apoiar, de todas as formas a entidade, o Sr Ricardo Strazzi, que durante a sua longa gestão à frente da APAE, não teria tido a condição de fazer o que fez.
A todos eles a APAE e as pessoas, que de algum modo, foram beneficiadas pelos seus serviços, devem e manifestam seus agradecimentos. A esses grandes colaboradores a entidade deve muito da sua infância, adolescência, juventude e princípio de maturidade, pois todos prestaram inestimável colaboração durante os trinta primeiros anos da sua vida.
 
     A partir do dia nove de setembro de 1972, a APAE-Mogi das Cruzes passou a ser dirigida pelo Sr. Ricardo Strazzi, face á mudança do Sr. Lineu Húngaro para São José dos Campos. Na condição de vice-presidente, ele assumiu a diretoria da entidade e nela permaneceu até .... data do seu falecimento.[4]
 
 
[1] Uma Vida no Magistério- USP, 2008.
[2] Waldemar Costa Filho (1923-2001) nasceu em Juiz de Fora, MG,e veio para Mogi das Cruzes em 1942 para trabalhar na Mineração Geral do Brasil. Foi eleito prefeito de Mogi das Cruzes por quatro mandatos. Em seu primeiro mandato (1969-1972) a principal realização  foi a ligação de Mogi de Mogi das Cruzes à Via Dutra, interligando a cidade às principais regiões de desenvolvimento de Estado, como a capital e o Vale do Paraíba. Teve grande influência na política da região e na elevação de Mogi das Cruzes á importante pólo de desenvolvimento regional, com a realização de grandes obras públicas como a Rodovia Mogi-Bertioga.
 
[3] Carmem de Moura Santos, professora, nasceu em ...
[4] Este capítulo foi composto com base nas informações fornecidas pelo boletim informativo da APAE nº 4, emitido para o bimestre março-abril de 1999, por ocasião da comemoração dos trinta anos da APAE-Mogi das Cruzes.