MICO LEÃO DOURADO

Sua denominação cientifica é Leontopithecus rosalia, pertencente à Família Callitrechidaea, que faz parte da ordem primatas.
Possui as seguintes características físicas:
Comprimento: aproximadamente 32 cm
Cor: amarelo dourado
Peso: em média entre 400 e 700 gramas
Tempo de vida: em média 15 anos
Tempo de gestação da fêmea: 4 meses e meio.

Registros de 1558, realizados por um padre português chamado Thevet que visitou o Brasil, já descreviam com o nome de “Saguin” o pequeno animal de pelo dourado, bravo e de espetacular beleza, usado como animal de estimação pelos índios. Já nesta época, a “juba” lhe deu o apelido de mico-leão.
Simpático, carismático, aproxima-se facilmente dos humanos, o que contribuiu para a sua quase completa extinção na década de 60, levando as autoridades a contar e recontar a quantidade existente e a adotar medidas de proteção a este pequeno rapaz, elegendo-o, por fim, símbolo de proteção à fauna brasileira.
Seu habitat é a Mata Atlântica, mais precisamente a área de restingas que vocês devem se lembrar: faixa de terra e vegetação que fica entre o mar e a montanha. Os micos-leões circulam desde as florestas virgens - onde há abundância de árvores ocas em que fazem suas moradas, e alimentos como insetos para seu consumo – até as matas já exploradas – com maior diversidade de frutos silvestres, insetos e pássaros.
Existem três outras espécies de micos nessas áreas, que também estão em fase de extinção em menor grau. São elas o L. chrysomelas (Mico Leão de Cara Dourada); L. chrysopygus, (Mico Leão Preto); e L. caissara ( Mico Leão de Cara Preta) todos endêmicos da Mata Atlântica e vivendo desde a Bahia até o Paraná. O desmatamento, a expansão agropecuária e a urbanização reduziram o seu habitat disponível, confinando suas populações remanescentes em pequenas ilhas de florestas já exploradas, a maioria menores que mil hectares. Alie-se a isto o tráfico ilegal para outras regiões do mundo como um dos maiores riscos à sobrevivência da espécie. Outros fatores como doenças e novos predadores também ameaçam os micos-leões.
Segundo o biólogo Rodrigo Coelho, da Reserva Marapendi, na Região Sudeste há ainda um agravante pelo fato de Micos, conhecidos como Callithrix penicillata e Callithix jacchus, terem sido levados da Região Nordeste para lá, constituindo-se em mais um predador dos Micos Leões Dourados. Segundo o biólogo, o que acontece é que essas espécies se reproduzem no máximo duas vezes por ano. O Mico Dourado gera de cada vez apenas um filhote. Já os Micos Nordestinos, chegam a gerar de cinco a seis vezes indivíduos, ocasionando um aumento desigual da população. Os Micos costumam formar “tribos” ou verdadeiros exércitos para defender seu domínio territorial que varia entre 50 ha a 100 ha por Grupo.
Estando o Mico Leão Dourado em desvantagem populacional vinha sendo eliminado pelos seus adversários imigrantes. A solução encontrada pelas autoridades foi definir uma área exclusiva para eles, a Reserva Biológica Poço das Antas, que fica na BR 101 - Entre os Kms 101 e 105, na cidade de Silva Jardim (RJ), onde estão vivendo cerca de mil animais de resto. No entanto, o resultado do isolamento geográfico acaba provocando o isolamento genético pela falta de miscigenação (cruzam apenas entre si, gerando filhos defeituosos e reduzindo a resistência a doenças), tornando estas pequenas populações isoladas ainda mais vulneráveis à extinção. Esta vulnerabilidade é aumentada pela urbanização crescente e desordenada que avança em direção à área de ocorrência da espécie.
É triste saber que nos cálculos mais otimistas não passa de 1200 o total de indivíduos em todo o território nacional, número muito pequeno para a segurança da espécie. Cerca de um terço deste número resulta dos programas de re-introdução da espécie em habitat primitivo por populações de cativeiro.
Mas, assim como os melhores dos humanos, os Micos não são só virtudes. Querem ver? Embora disponham de grande variedade e abundância de alimentos também são predadores – adivinhem de quem! Dos pássaros, porque dão preferência sempre aos ovos que são botados por eles nos ninhos das florestas. De fato, observei que na Reserva de Marapendi quase não há pássaros.
Mesmo assim, prefiro que a espécie se mantenha e se multiplique, porque eis aí um animalzinho muito simpático. Concordam?

Fontes:
Depoimento do Biólogo Rodrigo Coelho
Notas pessoais
http://www.saudeanimal.com.br/mico_leao.htm
http://www.suapesquisa.com/mundoanimal/mico_leao_dourado.htm
Sandra Fayad Bsb
Enviado por Sandra Fayad Bsb em 10/06/2008
Reeditado em 23/07/2020
Código do texto: T1028373
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