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QUAL A DIFERENÇA ENTRE CULTURA E EDUCAÇÃO?

     Vocês já se perguntaram o que é cultura? O que é educação? Quais as suas origens e quais seriam as verdadeiras funções da cultura e da educação em uma sociedade organizada? Essas são perguntas polêmicas e difíceis de responder no atual contexto sócio-político-econômico brasileiro!
     Segundo Gilberto de Mello Kujawski: “cultura significa “lavoura”. A cultura do espírito (cultura animi) não passa, na origem, do reflexo, da metáfora ou transposição da cultura do campo (cultura agri). Lavrando a terra, o homem elaborou o pão e o vinho, produtos essencialmente populares, assumidos pelo cristianismo nas espécies eucarísticas para a comunhão do homem com Deus. A cultura em sua primeira camada rudimentar, emana toda ela de camadas populares. Os cantos, as danças, os mitos e as lendas primitivas serão mais tarde destilados e sublimados pelos grandes artistas e criadores, mas nem Homero e os trágicos gregos, nem Dante e Shakespeare, nem Goethe e Beethoven existiriam sem o húmus nutritivo da cultura anônima, castiça, não escrita, de tradição oral e gestual, como sabiam tão bem Herder, Ficht e Hegel, que elevaram às alturas a genialidade criadora do espírito popular (Volksgeist)”.
     E quanto à educação? No que exatamente consiste educar um filho? Se formos buscar as origens etimológicas do verbo educar, veremos que a raiz é latina, ou seja, deriva do verbo “educare” (e + ducare, onde o prefixo "e" significa movimento para fora e o verbo ducare significa conduzir, logo conclui-se que educar é conduzir para fora).
     Diante disso, pode-se perceber que existem diferenças entre cultura e educação, pois como já dito anteriormente, a cultura é o "humus" nutritivo de nossa sociedade, ela é a base, o fundamento de cada civilização, em outras palavras: é a argamassa que mantém unida a identidade de uma nação. Já a educação é menos abrangente, porém não menos importante, visto que se restringe a um número menor de pessoas, que pode ou não absorver determinados aspectos da cultura dominante.
     Nesse diapasão, mister salientar que a verdadeira educação ocorre no âmbito familiar com os pais, e na ausência deles, com os avós, os tios ou outro responsável legal, que por sua vez, podem ou não assimilar determinados aspectos da cultura dominante.
     Isso posto, resta à escola ensinar às crianças uma maneira de pensar, um modo de raciocinar, de forma lógica, dando-lhes capacidade de abstração, em suma, mostrar-lhes o melhor caminho para a resolução de problemas práticos com os quais elas, inevitavelmente, confrontar-se-ão no curso de suas vidas!
     Ante o exposto, pode-se concluir que os pais devem preparar os filhos para serem independentes, para saírem do "ninho". Essa autossuficiência só será alcançada se nós, os pais, tivermos maturidade suficiente para incutir em suas mentes conceitos sobre sexualidade, honra, dignidade, honestidade, religião e ética.
     Nossos filhos estão sob a nossa guarda por um determinado período de tempo, nada dura para sempre, inclusive nosso convívio com eles!  Exigir da escola a hercúlea tarefa de educar nossos filhos, não seria razoável. Uma escola com padrões de excelência no ensino deve priorizar os conhecimentos de viés acadêmico!







Osmar Ruiz Júnior
Enviado por Osmar Ruiz Júnior em 19/04/2017
Reeditado em 20/05/2018
Código do texto: T5975611
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Osmar Ruiz Júnior
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 56 anos
582 textos (24721 leituras)
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Osmar Ruiz Júnior

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