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O desenvolvimento como peça primordial da educação.

    Ao pensar em desenvolvimento do aluno devemos levar em consideração alguns fatores que nos ajudam a alcançar realmente um desenvolvimento eficaz. Ao nos depararmos com  estes alunos, devemos entender que eles não são totalmente sem inteligência, mas sim, que estes possuem, ainda que pouco, um conhecimento de mundo, e que este conhecimento é, e deve ser, utilizado pelo professor para que haja uma efetiva na aprendizagem.
    Primeiramente não devemos pensar ou fazer uma comparação deste aluno com seus familiares, uma vez que sabemos que a inteligência não é medida, como fora antes com os testes de QI, ou que o aluno possua uma inteligência hereditária, de acordo com Jay Gould a capacidade era biologicamente determinada, e com isso, esta capacidade era imutável. Se o professor, dentro do processo de ensino aprendizagem acreditar que a capacidade do seu aluno depende de uma herança hereditária, aquele cai no conceito de que não é possível avançar com este indivíduo, uma vez que a inteligência deste fora passada de forma biológica e ainda  corre o risco de deixar este aluno de lado, pois o professor acreditará que o aluno será incapaz de aprender.
    Sendo assim, o professor deve entender que toda a criança está em fase de aprendizagem, e que tudo o que a rodeia a ajuda adquirir conhecimento, a realidade do aluno deve ser levada em conta, pois, por meio daquilo que o aluno já conhece pode se tornar base para um conhecimento mais efetivo.
    Consoante a isso , Piaget afirma que a inteligência não é herdada, mas desenvolvida com base e interação com o meio, quanto mais a criança é exposta ao meio em que ela vive mais inteligência ela irá desenvolver, o autor ainda divide o desenvolvimento da inteligência em algumas etapas, e que cada etapa a criança alcança um tipo de saber que o ajudará para a etapa seguinte.
    Posto isto, a escola visando o efetivo desenvolvimento do aluno deve se atentar à realidade deste, para que assim paute o ensino de uma forma em que a criança consiga fazer uma relação entre o que está aprendendo, e o que ela já possui em relação ao meio em que ela vive, pois ao fazer esta referência, o ensino passa a ter mais sentido para o aluno, e isto é provado quando pensamos em criatividade.
    Vygotsky aborda que a criatividade parte de algo que a criança já viveu, ela não cria simplesmente algo do nada, mas sim utiliza-se daquilo que ela já sabe para poder criar algo a partir daquilo. Se levarmos a educação a partir desta teoria, devemos levar em consideração que a criança possui um conhecimento prévio, o aluno pode nunca ter feito contas aritméticas, porém já deve ter presenciado alguém o fazendo. Dito isto, no ensino parte-se daquilo que a criança já traz como bagagem, a fim de que haja uma interação entre o aprendizado  e o desenvolvimento, Vygotsky, ainda afirma que a partir do momento em que o assunto que está sendo ensinado faça sentido para a criança, o aprendizado torna-se mais eficaz, uma vez que a criança consegue criar a partir daquilo que já foi apresentado e que ela tenha contato.
    O autor ainda explica que a criança tem a capacidade de guardar aquilo que aprendeu e gerar coisas com aquilo que fora guardado, e que o aprendizado junto com o desenvolvimento do aluno é uma combinação da qual um impulsiona o outro, o aprendizado de forma efetiva amplia o desenvolvimento e vice-versa, tanto que, olhando para o processo de desenvolvimento do aluno e pensando em alcançar a autonomia deste, Vygotsky ainda apresenta a Zona de Desenvolvimento Proximal, este conceito quando se trata do desenvolvimento do aluno.
    A zona do desenvolvimento proximal conforme esclarece o autor é a distância entre o desenvolvimento potencial, aquilo que a criança aprende por intermédio e ajuda de outros; e com o desenvolvimento real, aquilo que a criança realiza de forma autônoma.
    Com base nisto, podemos entender que todo a criança tem a capacidade de aprender, ao ao mesmo tempo, mas que cada uma consegue alcançar um objetivo proposto. Tendo por referência a teoria da zona do desenvolvimento proximal entendemos que a criança, ainda que apresente dificuldade de aprendizagem, consegue realizar o que fora proposto com a ajuda de outrem, Vygotsky afirma que com isso alcançamos a zona do desenvolvimento proximal, contudo, não devemos acreditar que a criança somente realizará esta atividade se tiver ajuda, uma vez que a criança fora orientada no processo, futuramente ela conseguirá realizar esta atividade sozinha, e isto, para o autor é alcançar a zona do desenvolvimento Real, a criança tem autonomia de realizar a tarefa sozinha, sem ajuda de outros.
      Com isso, ao falar de desenvolvimento do aluno, devemos pensar neles como seres pensantes que o são, que possuem saberes já adquiridos, e que todos eles podem aprender, se respeitarmos seu tempo, sua realidade, e assim alcançaremos todos eles de forma efetiva

Carlos

Bibliografia

GOULD, Stephen.Jay.  Introdução (p.3-14); A teoria do Q.I. hereditário (até tópico “A retratação de Goddard”) (p.149-179).  In: A falsa medida do homem. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

PIAGET, Jean. O tempo e o desenvolvimento intelectual da criança. In Problemas de Psicologia Genética. São Paulo: Abril, 1978 (p. 211-225).

VYGOTSKY, Lev Semenovitch. Criatividade e imaginação; Imaginação e realidade; O mecanismo da imaginação criativa. In Imaginação e criatividade na infância. Lisboa: Dinalivro, 2012.
Carlos Ferreira Santos
Enviado por Carlos Ferreira Santos em 04/07/2019
Código do texto: T6688446
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Sobre o autor
Carlos Ferreira Santos
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Carlos Ferreira Santos