A presidente, seu compromisso com o passado, petralhas, bolivarismo e o golpismo

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A presidente, seu compromisso com o passado, petralhas, bolivarismo e o golpismo.

Desde setembro do ano passado, gente a soldo está nas ruas, quebrando e destruindo, num ritual incrível e selvagem, sem que ninguém lhes ponham freios, financiados por partidos da base aliada do governo federal. Quando ganharam fama, inventaram uma grife fajuta, dando cara para algo que nunca existiu e, disfarçando a coisa - "Black Bloc".

Os governos estaduais sabem quem eles são, mas nada fazem para tentar debelar a ação desses grupos criminosos - em Goiás, na passeata de setembro do ano passado, eu e presidente do meu sindicato ouvimos de um tenente da PM que estava à paisana, seguindo os caras de longe: "São as organizadas do Goiás e do Vila". No Rio, é gente paga com diária e quentinha. Em São Paulo, algo parecido. Os prejuízos causados já chegam perto de 2 bilhões de reais. E o patrimônio destruído, de modo geral, são direcionados à população que mais precisa de serviços públicos. Faz poucos dias, queimaram em Goiânia um ônibus que servia muito bem à população e custa mais de um milhão de reais.

Sempre julguei que o objetivo era manter os verdadeiros interessados em protestar, eleitores e contribuintes. Faltava, porém, o motivo exato dessa orquestração de um movimento sem precedentes de violência e destruição.

Faltava. Mas, não falta mais: como no movimento de um relógio muito bem sincronizado, veio à baila nesta semana o Estatuto do Golpismo - o Decreto Presidencial nº 8.243/2014, que introduz uma série de medidas, começando pela introdução de "conselhos populares" na alta Administração federal e chegando à convocação de uma nova Constituinte composta apenas por "representantes populares", querendo dizer isto, num caso e outro, petralhas, tudo ligado ao programa do Foro de São Paulo e a metas estabelecidas na agremiação petralhistica para este ano.

Já começou um movimento para revogar o Decreto, no Congresso Nacional, mas considerando a maioria folgada que o governo tem, pode ser que o intuito viabilizado através de uma canetada de nossa presidanta avance e se consolide.

Para isto é que serve a Copa do Mundo, no Brasil. Em primeiro lugar para viabilizar uma oportunidade sem precedentes de rapina e saque de dinheiro público, disfarçado de desperdício. E, no ponto alto da festa, para impor uma medida golpista, com base na ideia de que o ópio do futebol calem as cabeças e mentes.

Nossa presidanta é muito limitada de personalidade e capacidade político-administrativa e, e provas disso não faltam. Mas, a algo da qual não escapa: o compromisso com as velhas teses da esquerda que a levaram um dia até a pegar em armas e planejar ações criminosas que incluíam a morte de inocentes (ações das quais foi remida, por conta do efeito amplo, geral e irrestrito da Lei da Anistia) e a dívida quem lhe indicou, na prática para o cargo, e do compromisso de cumprir o que lhe for determinado pela alta cúpula do partido a que pertence.

Dos petralhas se pode dizer que nunca tiveram compromisso com a reconquista da democracia, para é fato histórico o alarde que faziam de não assinar a Constituição promulgada. E nunca apoiaram qualquer das medidas que recolocaram o país nos trilhos - como é exemplo o plano Real e a promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

E, dentro de um plano estratégico traçados pelos partidos de esquerda do cone Sul - a velha Macondo onde o absurdo e risível não dorme, sua tática de conquista do poder é bem conhecida. Usar a democracia para conquistar o poder e, depois, frauda-la, para impor suas bandeiras políticas retrógadas e criminosas.

Agora, não há mais dúvida alguma que estamos a caminho disso. E a questão é o que cada um de nós, como eleitor, cidadão, contribuinte e brasileiro que ama o seu país, vai fazer a respeito. Em verdade, é a escolha entre o ópio do "me engana que eu gosto" e o enfrentamento da dura realidade que vai se apresentando.

Como naquela clássica cena do filme Matrix, temos que fazer escolhas...