ACABOU A FESTA

ACABOU A FESTA

Pois é, a festa começou em 1988 com a promulgação da constituição cidadã, nome bonito e pomposo mas sem lastro algum. Primeiramente por não levar em conta que torturadores e terroristas deveriam prestar contas sérias sobre suas atividades e atitudes, segundo, por criar uma parafernália de direitos sem contrapartida de deveres.
Criou-se um estado espetaculoso em que as benesses caíam do céu em atos milagrosos de santos, mas os santos terrenos eram do pau oco. O primeiro ungido era e é um facínora, caçador de marajás, o segundo um filósofo tupiniquim, ave deslumbrada, o terceiro pai dos pobres, de espírito, e a quarta uma alma perdida, mãe do “pacarai”. A obrigatoriedade ( democracia?) do voto levou-nos a esses delírios, como se sonhos fossem.
A tal constituição de direitos, instituiu tantas vantagens (a poucos), que os impostos precedentes que eram de aproximadamente 24% do PIB, atingiram nos dias atuais mais ou menos 38 a 40% do PIB, para manter um estado grandioso e falacioso, sim, porque a constituição prega que educação, saúde e segurança são deveres do estado, mas que vista a realidade, estão na verdade em estado lastimável. Ora, se os pilares de uma sociedade democrática são esses três fatores, estamos na verdade em um mundo de faz de conta, alimentando um leão que não para de morder suas vítimas e vai aos poucos despedaçando-as. O estado é um animal predador, que dorme em berço esplêndido após deglutir suas presas, indecentemente chamadas de cidadãos. Ou seriam contribuintes ?
A tal da democracia tupiniquim de ocasião, via lei maior, também criou uma casta de privilegiados a direita e a esquerda, e bolsas para pobres e ricos. Para pobres bolsa família, para ricos bolsas BNDES, e também a alegria dos burocratas e comissionados apaniguados e parasitários, remunerados regiamente para prestar serviços indignos, porcos e parcos, quando existentes, tudo dentro da lei.
Além disso, a constituição, dita cidadã, criou também fórum privilegiado para os “representantes” do povo, agregadas a mordomias impensáveis para a grande maioria da sociedade, em suma, esses seres foram considerados de outro planeta, e estão acima da lei, nada os atinge.
Concomitantemente, os partidos e sindicatos, seria essa mesma a denominação, talvez melhor seria denominá-los quadrilhas, usam e abusam do Estado que os mantém, sugando avidamente seus recursos para o bem próprio, tudo dentro da lei.
Pois bem, agora o sempre parasita PMDB, quer metamorfosear-se em hospedeiro, lastreado em suas “confiáveis” lideranças, Temer, Cunha, Renan e cúmplices, assumindo as rédeas do país, substituindo os sindicalistas “sem resultado” capitaneados por um apedeuta e um ex ministro e comissários, agora presidiários.
E agora? Crise!!! Como se fosse grande novidade, num país que vive em crises. Crises de cidadania, crise de instituições, sujas dentro da lei.
Terra arrasada, pessoas deseducadas, com saúde precária, matando-se diuturnamente, esse o grande legado da “constituição cidadã” e seus infinitos direitos eivados de defeitos.
E a saída? A saída é aproveitar a ocasião e montar uma ampla mobilização para faxinar o país, começando por mudar a lei maior, simplificando seu conteúdo, fazendo funcionar as instituições, diminuindo o tamanho do estado e dando maior autonomia e responsabilidade as pessoas, para que aprendam que um país se faz com participação e trabalho e não com favores e esmolas que reduzem a sociedade a um monte de cabeças teleguiadas, sem cérebro e anestesiadas por sinecuras de consumo. Chega de formar consumidores é hora de formar cidadãos de verdade.




 
Arnaldo Ferreira
Enviado por Arnaldo Ferreira em 09/08/2015
Reeditado em 09/08/2015
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