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A ditadura e um menino




E o menino andava lá pelos 11 anos, trabalhando em um escritório de advogacia como Office Boy. Para ele uma maravilha, deixar o terreiro de casa, em um bairro calmo de periferia dos anos 70.
O centro de uma cidade média, do Estado de SP, tornou seu novo endereço, já que teria de voltar para estudar a noite. Bom a normalidade tomou conta de suas idas e vindas, assim conhecendo pessoas diferentes em diferentes horários que circulava.
O então jovem advogado seu patrão, também trabalhava pro hoje extinto INSS. Assim eram muitos e vários processos, que também tinha de assinar como  como testemunha para o então patrão.
O encantamento das vestes dos hippies de loja, com seus símbolos expostos, em panos pretos,  espalhados pelas praças e calçadas  trazia uma certeza de estar vivendo um momento histórico único. Apesar de suas musicas hippies já me ser familiar por ser exibidas em TV aberta na manhãs.
O trânsito, os guardas de bancos foram meu primeiro contato com a politica. Toda vês que havia ação policial em São Paulo cidade vizinha, aquela rua que trabalhava virava um Pã-demônios, e os guarda de bancos comentava comigo o que estava acontecendo, ..."foi terrorista que roubou um banco em São Paulo".... Apesar de criança minha imaginação trazia o medo e o susto de quando em quando.
Até que passei entender que os "Terroristas", eram pessoas que lutava contra o exercito, que tinha tomado posse do Brasil. E lá na época havia dois Exércitos,que não parava de fazer exibição com suas viaturas cheias de soldados.
Desta época de 1968 a 1972, estudava em escola particular e tudo que aprendia, sei formaria um jovem intolerante e estupido acaso não tivesse a oportunidade de me tornar o presidente da sala da Escola Estadual NM, em Jundiaí SP.9
É que entendi de escrever um jornal, que na minha ideia seria uma defesa para os alunos, além de relatar fatos ligados a ditadura. Claro que ante da primeira edição fui expulso, como pouco tempo depois também me expulsaram da escola.
Como a TV fazia parte da minha cultura na época, iniciei uma reflexão, ajudado por um casal de professores comunistas, que me visitava na porta da escola. Claro que fui resistente, embora não tivesse muita noção do que seria o comunismo, que aprendi alguns anos depois.  Más toda aquelá história de matança de índios da trans-amazônica, o seu auto custo e a decisão de se gastar fortunas ali, anunciado de forma lúdica pelo então repórter Amaral Neto, me causava repulsa e temia os demando.
Aí nesta época já conhecido pelos X 9 e eu com 15 anos experimentei uma perseguição velada, até que soube que o pessoal da UNI esteve nesta escola atrás de mim, porem meu perfil raquítico e minha radical forma de aprender a resistência os fizeram desanimar de mim na época.
Assim eu sabendo do verdito não me incomodei e fui fazendo minhas considerações de forma natural e tranquila, mesmo sendo considerado já subversivo e anarquista pelos professores que assinaram minha expulsão e por alguns X 9 que reconhecia.
Em 1974 eu com 16 anos inicia uma perseguição que por varias vezes me colocou em situação de risco, detido e questionado pelo exercito.
Porem meu aprendizado sem cronogramas, sem grade curricular era mais democrático, assim como um paciente de câncer que tem uma sobre vida antes da cirurgia, eu me via obrigado a conviver no regime ditatorial aproveitando dos delírios juvenis, vindos da revolta Hippies que culminou em 1969 com Woodstock e passe a  viajar pelo interior do estado e por alguns outros estados.
Repentinamente  ainda  jovem  me caso, os partidos proliferaram e o câncer vencido nos deu uma constituição adequada.
Até que de repente Lula, de repente um ideal de lavar roupas sujas e 38 milhões de brasileiro saíram da fome, ouve a transposição do rio são francisco, muitos acordos comerciais pelo mundo.
E claro para tudo funcionar havia lá e soubemos depois alguns erros oculto entre governo e empreiteiras, más para quem queria um governo construindo e estruturando um futuro de igualdade, jogou com as armas que tinha e isso lhe custou a prisão. E para o Brasil custou a acensão absurda e sega, de uma justiça tendenciosa com a "suprema corte e tudo", em um golpe de Estado com a lava jato.
E hoje estamos em uma ditadura Judicial,regida pela Suprema Corte, que faz parte do golpe, por ser tendenciosa e desprezar os motivos de um Governo, conviver com erros históricos, de empreiteiras que detém ou detinha, com seus maquinários e empregados um Brasil prospero.
Tendenciosa por manter uma linha de julgamento ao seu bel prazer, beneficiando políticos safados, sem ideais políticos, como o caso do Ex Presidente Lula que preferiu conviver com alguns erros para manter o Brasil na 5ª economia mundial.
Democracia aprendida na rua, como aprendi, não dá razão nem lugar para heroísmo hediondo como dos promotores e juízes que encontra em compêndios respostas exatas para transformar progresso em atividade criminosa, isso no conforto de seus palácios, ancorados por rigores das leis que sabemos beneficiam alguns, e estes sim mau intencionados.
Mas para piorar a situação do Brasil um tal de Bolsonaro entra em cena com o pior dos monólogos e convence uma maioria que aprendeu a democracia em grades curriculares de escolas também tendenciosas.
E aí novamente o risco eminente de uma nova e cruel ditadura, onde o que se tem é a degeneração de um sistema mundial.
Agora com a unica opção, de uma revolta popular, para colocar as coisas no eixo, ou teremos a obrigação de termos  ir até lá ..."sem soldado, sem cabo, sem jipe"... ou aceitar o julgamento porque ..." a literatura jurídica á permite" e, ou nos escravizar por omissão, sabe-se lá até quando.
Kiko Pardini
   
       
Kiko Pardini
Enviado por Kiko Pardini em 06/12/2018
Código do texto: T6520849
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Kiko Pardini
São Francisco de Sales - Minas Gerais - Brasil, 60 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/12/18 11:15)
Kiko Pardini