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DISPUTAS ELEITORAIS MUNICIPAIS


A despeito dos inúmeros problemas que assolam os municípios grandes, médios e pequenos já se intui o início da partida para as eleições municipais nas mais de cinco mil localidades Brasil afora.

Há uma diversidade ideológica de grupos políticos que, em sua base partidária, não fideliza o que prega. E isto pode ser constatado nos parlamentos municipais, estaduais e federal, sem esquecer também o Senado, que é um “paraíso”, como dizia Darcy Ribeiro.

Um flagrante desinteresse da população pode ser notado referente ao que acontece nesses espaços de discussão. Na média os parlamentares não honram o prometido na campanha, salvo algum mandatário mais atento às movimentações da gente que o elegeu.

Percebe-se na disputa acirrada pelo poder a validação de qualquer arma oferecida ou que esteja à disposição para o achaque no momento. Uma verdadeira guerra de guerrilha se estabelece e, na era cibernética, grupos se digladiam num vergonhoso processo que faz corar qualquer diabo mal-intencionado e que tenha, de fato, parte com o capeta travestido nas cores das maquinações partidárias.

As ideologias se sobrepõem aos reclamos e problemas específicos ou gerais das populações menos favorecidas. Na ribalta, uma guerra autofágica entre grupos de esquerda versus esquerda ganha corpo, ante o sorriso buliçoso e matreiro de grupos de direita e de estrema direita que avançam a partir das investidas tresloucadas do capitão da nau sem rumo.

Enquanto isto os pretensos pré-candidatos se arvoram em agradecimentos em rede social pela cata do voto e se esquecem de fazerem o que de mais proveito seria, o debate profícuo sobre os problemas prementes que assolam a vida de quem não tem nenhuma vez, exceto na hora de votar e bater palmas nos comícios proclamando, como idiotas úteis: muito bem, doutor!

E de canto a canto se vive uma letargia contagiante e um marasmo toma conta da consciência quase inconsciente das pessoas que já não têm vontade alguma de tomarem parte do processo político, imaginando que, apáticas às questões relativas ao emprego, saúde, educação e segurança estarão, com sua omissão contestável, contribuindo na evolução das boas escolhas eleitorais.

A sociedade avança quando as políticas públicas são eficazmente implantadas enquanto consequência das escolhas políticas na hora de se exercer a capacidade eleitoral ativa, ou seja, quando se escolhe bem a alguém que, efetivamente, irá fazer a gestão da máquina pública voltada para todos indistintamente e em observação ao que dispõe a Legislação vigente, especificamente a Carta Magna.

Propor é preciso, cobrar depois é necessário e fiscalizar a atuação parlamentar é imperioso por toda sociedade. Participar alertando aos gestores é atitude ímpar no aprimoramento da gestão do erário, da coisa pública enquanto parte de um processo durativo.

A rede social canaliza o debate de pessoas que se atracam mutuamente quando poderiam discutir ideias em vez de ofensas pessoais. Muitos se fingem de desentendidos e, desmemoriados, não lembram do telhado de vidro que têm quando, outrora, no exercício do poder até se desumanizaram, e outros que no exercício deste mesmo poder o exercem de forma tirânica se desumanizando, uma vez que o povo é apenas um detalhe, quando lembrado; e um constante desafio a ser superado ou um problema a ser ignorado para ser lembrado novamente a cada dois anos.
José Luciano
Enviado por José Luciano em 15/05/2019
Código do texto: T6648196
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Sobre o autor
José Luciano
Águas Belas - Pernambuco - Brasil, 51 anos
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