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STF - o propagador da injustiça

                               
          Eu escrevo pensando a partir da minha casa, dos meus exemplos e do que aprendi.       Minha mãe separada do meu pai, criou 4 filhos e sempre foi muito rígida, embora também muito amistosa aos nossos pleitos de juventude. Ao mesmo tempo que nos exigia compromisso com a verdade, com os estudos, com os deveres da casa e do trabalho, nos deixava fazer nossos bailinhos, receber amigos para passar a tarde seja tocando e cantando ou jogando cartas. Minha mãe era uma verdadeira cidadã, se postava em pé e com a mão no coração ao ouvir o hino nacional, mandava cartas a presidentes, governadores e prefeitos apontando as coisas que achava errado. Além de ser uma trabalhadora incansável ainda ajudava a alfabetizar pessoas. Com certeza foi pra mim um grande exemplo.
         Aprendi desde muito cedo a gostar de política com minha mãe que era uma mulher muito antenada com as coisas da política e nas eleições fícavamos acompanhando-as pelo rádio. Assim eu posso falar por exemplos que tive e vivi.
         Uma casa tem que ter ordem, alguém para fazer cumprir as regras estabelecidas e para punir quando elas são transgredidas. Minha mãe sempre punia quando infringíamos as regras. Isso me deu um grande senso de justiça. Nunca ousei falar mais alto que minha mãe, nem desrespeitá-la, sempre baixei a cabeça e pedi desculpas, mesmo quando achava que tinha razão. Aprender desde cedo a conviver na sociedade é o que se aprende quando a família se preocupa em ensinar desde casa.

         Hoje os filhos desde muito cedo enfrentam os pais, alguns aceitam até apanhar de crianças achando engraçado. Para “ser legal” com os filhos os pais acabam permitindo absurdos, ou até para não terem trabalho de explicar ou educar deixam-nos soltos envolvidos com a televisão ou com um computador ou um celular, sequer acompanhando ao que eles estão aprendendo e apreendendo.

         Isso posto para dizer que se dentro de uma casa há de ter regras e elas devem nortear a vida de seus moradores o que dizer então de um país?
         Temos sim uma constituição e uma corte suprema para fazer cumprir essa mesma constituição, masssssssssssss o que na verdade estamos assistindo é um verdadeiro estupro das leis que deveriam ser primeiro interpretadas de forma séria e justa e depois aplicada da mesma forma.

         Os senhores da lei, os que legislam; resolveram subverter a ordem e ao invés de trabalharem em favor do povo que os elegeu, estão mais preocupados em fabricar leis que salvem a sua própria pele; ou seja, fabricar leis que os afaste cada vez mais das regras estabelecidas para a convivência sadia em sociedade. E como fazer isso? Passando a mão na cabeça dos infratores, protegendo-os e amordaçando a justiça e os magistrados que são os julgadores e cumpridores das leis.
        Os legisladores brasileiros são de longe os mais corruptos, porque além de criarem uma anomia social estão em sua esmagadora maioria envoltos em crimes de lavagem de dinheiro, caixa 2 e 3, além de peculato entre outros.
       Mas os legisladores não ousariam tal façanha se não tivessem a anuência total da corte suprema que de guardiã da constituição não tem nada. Além de não ter nessa mesma corte magistrados de carreira com notório saber, ainda se pode contar na sua grande maioria de advogados indicados e lá colocados por indicação política com funções específicas (proteger seus padrinhos quando apanhados)
       E é por não terem esse notório saber e por representarem “ipis literis” os que lá os colocaram é que interpretam a carta magna ao seu próprio sabor.
       Daí é comum assistirmos uma verborragia imensa só para subverter as leis, num recurso empolado de palavras demonstrando muito conhecimento e firmeza (rs).
       Dentro desse contexto assistimos de boca aberta uma mudança de jurisprudência a cada sessão do STF; pois mudam de jurisprudência de acordo com a capa do processo ou do julgado nessa corte.
       Já não é justo ter uma corte suprema onde seus ministros fiquem ad eternum nela, pois entram aos 40 anos e só saem de lá aos 75 anos. Além do que não é uma corte justa porque não tem correntes de pensamentos diversificadas, ou seja, ideologias em proporcões adequadas; hoje temos uma suprema corte totalmente de esquerda ( os membros que lá estão foram todos indicados por governos de esquerda) .
       Onde está o direito de representação da direita, dos conservadores? Isso por si só já faz dessa, uma corte injusta.

       Se voltarmos aos exemplos do começo, da nossa casa; olhe ao seu redor e observe as casas onde tem regras e uma pessoa que cumpre e faça cumprir as mesmas e olhe as que não têm pulso firme, onde os moradores não seguem nenhuma regra, e cada um faz o que quer ( em relação a casa e aos moradores).  Percebe a diferença? Assim também acontece a uma cidade, a um país.

       No Brasil a justiça é algo que não se respeita, que se despreza, e o exemplo vem de cima. Se se cumprisse as leis, se não se mudasse a cada dia as leis em função desse ou daquele; cumprindo cegamente a justiça como deve ser feito, não estaríamos vivendo nessa balbúrdia onde os bandidos viraram mocinhos e os mocinhos bandidos.
 
       Infelizmente o grande propagador da injustiça é o próprio supremo, que além de não respeitar as leis, ainda faz delas o que bem entende na medida que os interessa.
       Quem corrompe as leis sabendo que deveria ser o guardião das mesmas, é tão ou mais culpado que bandidos que matam, estupram e roubam, porque dão direito a esses de continuarem a praticar o crime indefinidamente. Quando a corte acoberta bandidos para livrar a própria pele é sinal que não há mais justiça, que a instituição está totalmente contaminada pelo crime.
       O que fazer quando se constata essa triste verdade? Eu não saberia dizer.
       O que eu sei e sinto é que esse STF não pode continuar com essas mesmas regras e com esses mesmos ministros. Não é possível para o Brasil ter na sua mais alta corte gente com moral tão baixa e com tão pouco apreço pelas leis e pela verdade. Porque ao persistir nesse erro a nação vai degringolar em muito pouco tempo, logo seremos uma cruel ditadura de sanguinários e assassinos.
       Qual nosso dever diante desse quadro tão dantesco? Não é de sair às ruas chacoalhando bandeirinhas, mas sairmos em multidões imensas exigindo mudanças das regras do Congresso, revogação das leis feitas pra proteger bandidos, revogação do Fundão porque não queremos pagar NADA para político nenhum, renúncia em bloco do STF e eleição de novos membros com regras claras e tempo determinado. Além de uma nova constituinte com juristas e pessoas com notório saber para escrever uma nova constituição que deve ser enxuta e clara.
       Nós devemos exigir mudanças, porque se prevaricarmos, a injustiça vencerá e o presidente que elegemos será expulso do Planalto para darem ao bandido mór a cadeira da presidência.
      Não se enganem; Jair Messias Bolsonaro é a nossa chance de mudar esse país, ele já mostrou que sabe fazer e que está ao nosso lado, então vamos lutar por ele e pelo que ele representa para o Brasil.
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 02/10/2019
Código do texto: T6759465
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 64 anos
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