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ESCULHAMBANAÇÃO

ESCULHAMBANAÇÃO
O Boçal Naro acaba de lançar o seu projeto de fim de governo, o "PLANO ESCULHAMBANAÇÃO", pressionado pelas eleições que o amedrontam, minado na sua resistência de atleta de Maratona da Burrice, não consegue fazer o percurso de seu mandato, foi abatido pela sua incompetência, o obstáculo da Covid foi intransponível para o Capetão de Bravata. Para ele, a melhor batalha é vencida a sombra das palavras, principalmente aquelas que agridem os ouvidos e a moral, segundo sua filosofia de guerra, palavras chulas ou engraçadas são imbatíveis, pois o povo adora. A coisa anda tão vulgar, que até eu, quando quero extravasar, dar umas gargalhadas, vou procurar o Boçal Naro vomitando suas canalhices. Faço do sofá o meu Divã! O pobre Bolsonaro tem como meta a avacalhação, ampla, geral e irrestrita, incluindo no pacote ameaças veladas à democracia. Eu não consigo entender como ele consegue usar tão bem o poder de síntese, ele é resumido, o cabra fala muito com muito pouco, numa meia palavra ele mostra toda a sua inteligência: "Vai comprar na casa da mãe" ou "Mimimi". Ele se adaptou tão bem ao cargo de Esculhambador que mandou fabricar ferraduras personalizadas, quando der um coice, onde acertar, a marca vai ficar para a história. Para agradar e ganhar confiança, quando vai lá pelas bandas no Nordeste, monta num jegue, coloca aquele chapeuzinho característico, depois, vai comer o famoso "Baião de Dois". Junta populismo e ignorância, coloca farinha do mesmo saco dele, aproveita leva no fogo do puxasaquismo, pronto! Quando se vive todo um tempo na terra da ignorância, incorpora-se, aos poucos, a natureza desta situação, seja por razões culturais, seja pelo exemplo que vem do governante, e para ser um ignorante de carteirinha não pode faltar o essencial, a falta de estímulos à inteligência. Até pouco tempo, eu tratava os eleitores do Minto como "gado", mas algumas análises me levaram a crer que, na verdade, são preguiças.  Eu passava por uma estrada, numa mata, indo para a praia, me deparei com uma tentando atravessar. Parei, desci, e, por curiosidade, fui observar. Vi, sem tirar e nem por, o eleitor do Esculhambador, o bicho girava a cabeça como de nada estivesse acontecendo, movia os lábios como se tivesse rindo, cheia de parasitas, um odor desagradável, de raciocínio lento, tinha uma falta desgraçada de analisar a situação de perigo. Amante de uma embaúba, ela adora passar o tempo comendo suas folhas, e com sua camuflagem, ela não se preocupa em expandir seus horizontes. É o retrato, em cores, de alguém que consegue ficar parado num cercadinho olhando um pária falar bobagens. A turma do Bozo, todo mundo sabe, é restolho do eleitorado, gente que vota, por falta de melhor, e não no melhor. Aliás, nem sabem o que é, de fato, melhor, eles vão com a multidão, onde a procissão for, se aparecer um novo ídolo, passam a ser devotos dele sem conhecer suas origens e seus milagres. E aí, entram para a listas dos que degustam mentiras, sem ao menos passar uma água para tirar a sujeira. Desce com casca e tudo, de uma hora para outra, contaminados e entalados com as inverdades, se embrutecem, e o desconforto acaba desaguando na burrice crônica. O cara, com uma lábia inconfundível, conseguiu enganar até quem eu duvidava, pior, transformou animais dóceis em feras prontas para atacar. Não se atreva a bater de frente, você vai ser humilhado, óbvio, com palavrões, ameaças e desacatos. Chamar o fanfarrão Boçal Naro de ser humano, é só por consideração ao Criador, mas acho que alguém sabotou a receita, pois foi gerado um animal irracional no ventre da madre. De mimimi em mimimi, ele vai levantando a torcida na arquibancada, sendo ovacionado por um bando de idiotas que se satisfazem com qualquer canelada dada no adversário. Para ele, bola na rede não interessa. Lá do gramado, com todo o sarcasmo que lhe é característico, o "Atleta de Cristo", o Messias, vai divertindo a plateia. E isto é a única coisa que sabe fazer, até porque, depende dela para continuar em campo. Campeão mundial de asneiras, ele foi escolhido por outros governantes do mundo, e agraciado com o troféu "BAIXARIAS DE OURO". Dizem as más línguas que de "666", o número da besta foi mudado para "2022", espera-se grandes acontecimentos, muito mais confusões, e quiçá, uma guerra civil. Estamos a caminho de nos tornarmos uma Miamar, um domínio militar capaz de derrubar, matar e destruir para defender um ignorante. Como fazem hoje os apoiadores do regime, se acham puros, alegres e invencíveis, e para completar o serviço, urinam prazeirosamente sobre as sepulturas de todos aqueles que, podendo evitar o pior, preferiram zombar de uma vala comum, sem ao menos se dar ao trabalho de pensar que poderão ser a próxima vítima. A coisa é tão ridícula que o Ministro Posto Ipiranga Guedes vai à televisão, em meio a tragédia da pandemia, e em tom deboche e sarcasmo, diz, com aquele brilho de Óleo de Peroba na cara, que o Brasil vai decolar, que a economia vai bem. Misericórdia! Se para o Mintológico Bozo esculhambação homicida é o seu negócio, e bom, o Brasil é seu mercado, sua feira livre. Esquecido nas sarjetas da política, alguém o encontrou, e por azar, o remendaram, e o fizeram dominador de um império de idiotas. Com experiência no mercado de quinquilharias, montou no Planalto uma fábrica testeira, selas, freios e focinheiras, todas para serem doadas aos seus admiradores. E daí? São brasileiros mortos aos milhares que, de forma voluntária, ele não deposita flores, mas cospe sobre seus cadáveres, não se sensibiliza, ridiculariza e chama a dor de quem perdeu um querido de "FRESCURA". Para este Esculhambador, as lágrimas são uma ameaça, pois se todas se juntarem, poderão provocar uma enorme inundação nos seus planos de futuro, de disputar o poder. É comum dos fracos, dos miseráveis tratar o seus semelhantes de forma pejorativa, assim, chamar alguém de covarde por temer a Covid é apenas uma diversão, um passatempo. E arremata: "Tem que ter um responsável", como se todo mundo não soubesse que na verdade tem-se um IRRESPONSÁVEL que está pouco se lixando para a dor e o sofrimento do povo, ele quer mais é massagear seu ego, esconder suas frustrações e tentar encobrir o fantasma de 22 que ronda a sua alma, deixando ele perturbado. O pânico do Brasil não é a pandemia, mas a presença de um criminoso no poder. Mas há esperança, e ela está em nossas mãos, vamos virar o jogo, vamos mudar nosso destino. "Ou ficar a Pátria salva! Ou morrer pelo Brasil! Lembre-se, não é "PÁTRIA ARMADA"!
Carlos RMS
Enviado por Carlos RMS em 06/03/2021
Código do texto: T7199720
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Sobre o autor
Carlos RMS
Ipatinga - Minas Gerais - Brasil, 64 anos
60 textos (1130 leituras)
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