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OS DONS DE PROFECIA



Sobre profecia há quatro considerações a fazer: A primeira sobre sua essência.  A segunda sobre sua causa. A terceira sobre o modo mesmo do conhecimento profético. A quarta sobre a divisão da profecia.

1 - O que significa profecia em essência?

A palavra Profeta deriva de Fanós, que quer dizer vidente, por manifestar aquilo que é remoto. No antigo testamento os videntes eram chamados profetas por verem o que outros não viam. Os que não eram judeus, no caso os gentios, chamavam os profetas de vates, ou seja, vaticinadores, por falar de mistérios futuros. Enfim, em essência, profeta é uma pessoa que vê o futuro.

2 - Qual a causa de uma profecia?

Paulo diz: A cada um é dado a manifestação do Espírito para proveito.

O primeiro motivo da existência de um dom, ou seja, a sua causa, não é o dom em si, mas sim o proveito da Igreja, que portanto, só tem sua causa em uma iluminação divina.

Por onde, o anúncio da profecia, enquanto Palavra, existe desde sempre, para edificação do mundo, dos povos, da humanidade, e não apenas do Judaísmo. Por isso existe várias profecias judaicas que, apesar de terem sido feita por Judeus, existem até hoje, pois o objetivo é o proveito dela, até onde ela pode ser proveitosa, necessária, útil. Por este mesmo motivo, os profetas eram considerados uma espécie de premonitores, por anunciarem de antemão o futuro do mundo. Assim, no novo testamento, ou melhor dizendo, na nova aliança, o dom da profecia não apenas existe em pleno vigor, como também se tornou um espírito de enunciação: O que profetiza fala aos homens para sua edificação (Falar aos homens é mais que profetizar, é de fato anunciar, em forma de conhecimento). Isso quer dizer que enquanto existir o conhecimento, haverá profecias, por ser útil, muito proveitosa para a edificação.

3 - O modo do conhecimento profético.

Todo conhecimento é racional, todavia, o modo do conhecimento profético não se funda na razão, e sim na iluminação. Quem vê o futuro não o faz porque que quer, e sim por uma revelação. E toda revelação verdadeira é superior ao conhecimento racional. Portanto, o conhecimento profético é um saber de nível superior ao dos homens em geral, por isso não pode ser confirmado pela razão humana, exceto depois que o fato profetizado aconteceu ou não. Ver o futuro não era a única função de um profeta, mas pregar o que ele recebeu, e também o fazer milagres: Não se viu mais profeta do nível de Moisés, com quem o Senhor falava cara a cara, nem semelhante em sinais e pródigos. Moisés fez milagres de todo tipo.

Existiam também os chamados profetas loucos, mais conhecidos como os falsos profetas: Ai dos profetas insensatos, loucos, que seguem sua própria alma e não veem nada. Não quereis ouvir os falsos profetas, que vos profetizam e vos enganam; falam visões de seu coração, não da boca do Senhor.

Portanto, a verdadeira profecia é uma inspiração verdadeira, conforme a escritura explica. As escrituras toda é um livro profético. E quanto ao que Lucas disse sobre os profetas e a lei terem vigorado até João, é só uma maneira de dizer que os livros proféticos ligado à lei, terminaram em João, posto que João já pertence a nova aliança, onde o espírito da profecia muda e passa a anunciar o Cordeiro. João Batista com seu Batismo não tem nada a ver com a velha aliança. Não existia na velha aliança o Batismo do tipo feito por João. O batismo na velha aliança só existia em tanques, em água parada, para purificação do corpo. O Batismo de João era uma coisa inédita, que tinha a ver com confissão de pecados, era um Batismo para arrependimento, e não mais a purificação do corpo como faziam os judeus. O modo de Batismo feito por João, além de ser inédito, era praticamente uma afronta ao batismo judaico, era o mesmo que dizer que as purificações judaicas não tinham valor nenhum. O Batismo de João não dava o perdão, mas servia de confissão para receber o perdão, que seria dado pelo Cordeiro. Esse é o sentido do texto de que os profetas que profetizaram sobre a velha aliança, e que estavam sob a lei, duraram até João, pois que João era um profeta já da nova aliança, já apontando com o dedo para Cristo. João Batista foi o primeiro profeta Judeu anunciador mor do arrependimento e do perdão dado pelo Cordeiro. Assim João Batista foi o primeiro profeta da nova aliança.

Como se disse, a profecia é um dom que transcende a razão, é supra-racional. Ora, sendo assim, o Dom de profecia não é algo que acontece o tempo todo ou a qualquer hora, mas apenas quando há uma inspiração real dada por Deus. Não é a zona que vemos nos púlpitos. Do contrário, o profeta teria sempre-sempre a faculdade de profetizar, o que é falso evidentemente, pois isso é impossível. Ninguém pode ver o futuro o tempo todo, assim como ninguém faz milagre o tempo todo. Elizeu disse a samaritana: Sua alma está amargurada, e o Senhor me encobriu a causa. Isso quer dizer que o profeta nem sempre tem a inspiração profética.

4 - A divisão da profecia.

Até aqui eu falei sobre três graus de profecia: Primeiro - que a essência da profecia é a visão do futuro. Segundo - que o objetivo da profecia é edificação.  Terceiro - que a profecia é a enunciação de um saber supra-racional. E para terminar temos o assunto mais básico e simples, que é sobre a divisão da profecia.

O apóstolo Paulo diz que em parte profetizamos, querendo dizer que a profecia não versa sobre tudo, mas apenas sobre uma parte da vida, uma parte da realidade, do futuro, etc. Assim dividiu-se os profetas em maiores e menores. Moisés foi maior que os outros, conforme diz a escritura. E se divide também profetas da velha aliança e da nova aliança. Na velha aliança o foco dos profetas era a Lei. Na nova aliança é totalmente a Graça. Cada profeta profetizou uma parte das coisas, cada um falou dentro do tempo e da revelação específica que tiveram. E tudo isso muito bem ordenado, pois o espírito profético está sujeito à razão profeta, isto é, não há perca dos sentidos e nem possessão. E como Eu disse, o Dom de profecia foi dado para a utilidade das gerações futuras, e para ilustração da situação. Isso prova que o Dom de profecia não tinha só a ver com a Lei, mas com a vida universal. E é sempre o futuro o objeto da profecia. Não o futuro em si mesmo, mas em parte. A profecia é uma presciência  sobre o bem e sobre o mal. Assim o ato e o conhecimento profético da nova aliança é mais nobre que da velha, por ter maior exatidão e por versar sobre coisas mais elevadas e proveitosas. No novo testamento vemos profecias por meio de sonhos, visões, iluminações, e outros meios, como no caso de tirar a sorte profética, na escolha de pessoas para certas funções. Tudo isso é Dom de profecia, mudando apenas o meio. A profecia mais do que qualquer relação com a lei, é a revelação de qualquer verdade sobrenatural, tal qual todo o livro de Apocalipse e outros. Por este motivo, é melhor o que profetiza do que o que fala em línguas. E mesmo dito tudo isso, mesmo sem necessidade de mais, ora, vou desmentir definitivamente essa falácia de que não há profetas na nova aliança, vou dar os nomes:

Agabo profetizou.
As quatro filhas de Felipe profetizou.
João escreveu um livro inteiro de profecias, e o chamou Revelação.

Isso sem citar previsões pequenas, que existe aos montes no novo testamento.   Previsões sobre vitória de ciclano, derrota de Beltrano.

Enfim, só não crê em dons proféticos quem não quer.

É impossível a existência na terra sem o Dom da profecia.

Grato!

YESHUA
YESHUÁ
Enviado por YESHUÁ em 10/10/2019
Código do texto: T6765684
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Sobre o autor
YESHUÁ
Maringá - Paraná - Brasil, 32 anos
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