Confissões de um Corrupto II

Não sendo possível revelar a indignação do povo brasileiro, por meio de uma simples trova, achei por bem estender-me mais um pouco sobre o tão escabroso tema: o desvio do dinheiro público para a mais deslavada orgia. Mulheres de programa recebendo a mais alta quantia pelo seu oficio da prostituição.

E a origem do dinheiro?

Impostos.

E o autor do desvio?

Aquele cuja função é a de fiscalizar.

Colocaram a raposa para cuidar do galinheiro.

É nessa hora que apelamos para que todos os juízes sigam a linha dura do Ministro Joaquim Barbosa. O rigor da Lei para quem a ela desrespeita.

Pagamos altos impostos e eles não chegam à sua destinação específica. O serviço público sucateado em razão de tanta corrupção.

Não há como ficar com “peninha”, quando o corrupto é condenado.

Chega de impunidade. É preciso dar o exemplo. “Pecou, pagou.”

Isso de achar que dinheiro público não tem dono é um absurdo. Ele é o que mais tem dono. É de todos nós, já sugado pelos impostos que pagamos a cada compra que fazemos.

É preciso que haja a contrapartida, não permitindo que esses larápios metam a mão na cumbuca que é coletiva.

Se o delito parte exatamente de quem deveria impedi-lo, maior terá de ser a punição pelo ato infrator.

Auditor corrupto?

Pena triplicada.

Irineu Gomes
Enviado por Irineu Gomes em 27/11/2013
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