Investigar o fenômeno dos "funcionários fantasmas", na Câmara do representantes

As repercussões das declarações de Asmaa Gallo, Presidente do Conselho da comuna de Rabat, na margem do programa de televisão do Canal II, ao declarar existir um grande número de funcionários fantasmas na comuna, têm aumentado as reações dos sindicatos e parlamentares. Cuja equipe do Partido do Movimento Popular na Câmara dos Deputados tem chamado o ministro responsável da transição digital e da reforma administrativa, para abrir uma investigação sobre o fenômeno dos funcionários fantasmas.

A Sra Galalo tinha dito que cerca de 2.400 funcionários, dos 3.500 funcionários da comuna de Rabat, são considerados fantasmas, uma afirmação que Mohamed Ouzin, parlamentar do SPLM, considerou dar uma impressão perturbadora sobre as administrações públicas, afirmando que “este número significa que dois terços dos funcionários do grupo recebem seus salários mensais sem qualquer contraprestação ou prestam ao serviço público, drenando enormes dotações de dinheiro público sem o devido direito.”

Num comunicado junto aos Hespress, Ozin descreveu o fenômeno dos funcionários fantasmas como "um escândalo que exige a movimentação de todas as agências reguladoras e todas as instituições envolvidas para revelar os detalhes desse perigoso fenômeno, que desabone os diferentes setores, instituições e grupos comunais".

A responsâvel considerou tambêm a presença de funcionários fantasmas que recebem seus salários sem fazer seu trabalho, “cuja responsabilidade da administração publica assume as devidas medidas”, face aos slogans esvaziados de seu conteúdo”.

Por outro lado, Ouzin explicou a necessidade de distinguir entre funcionários fantasmas e funcionários legais que estão sob o controle da administração comunal, citando o caso da comuna de Rabat, cujo número de funcionários afiliados as comunais de Rabat sob seu controle, exigendo o ceso dos funcionârios fantasmas.

A equipa do Partido do Movimento Popular na Câmara dos Deputados, respondendo a uma pergunta junto ao jornal de Hespress, instando o ministério da tutela a tomar as medidas necessárias a este respeito, revelando o censo de funcionários fantasmas das diferentes administrações públicas, sob as medidas do governo a tomar no sentido de pôr fim a este fenómeno.

Os sindicatos criticaram a situação da administração publica marroquina, considerando tal um número exagerado em relação ao que foi apresentado para a Presidente da comuna, sendo uma gestora nova para a gestão e responsabilidades administrativas.

Tais sindicalistas denunciaram também a existencia de funcionários dentro da administração que devem tomar providências, em caso de faltas frequentes, responder aos inquéritos, rastreamento, podendo ser objeto dos conselhos disciplinares.

Lahcen EL MOUTAQI

Professor universitário-Marrocos

ELMOUTAQI
Enviado por ELMOUTAQI em 17/06/2022
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