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EU SOU O MUNDO

Não preciso de super-poderes, não necessito pressionar a cabeça do povo, preciso, isto sim, me conscientizar de que se o mundo é minha casa, preciso cuidar para que não acabe comigo e meus semelhantes.
O progresso nos trouxe milhares de facilidades, mas à contrapartida veio sob formas indesejáveis, que estão transformando meu lar e dando-lhe uma perspectiva ameaçadora, inclusive assinalando com a destruição do planeta.
Urge que eu faça algo. Não devo acreditar que se é eminente a mudança, de nada adianta espernear.
Se a situação é grave, unamos-nos às empresas dispostas à reação, à mudança dos paradigmas, da transformação de nossa vida em algo mais simples, menos desastroso, mais prazeroso.
Afinal de que vale me exibir de poderoso, de possuidor de talentos e poder, se não posso mudar minhas comodidades, se não posso fazer um mínimo de proteção ambiental, de plantar minha árvore, que vai transformar a poluição em biomassa?
Certa vez ouvi uma história que me calou fundo. Dizia que um vendedor ambulante dirigindo seu carrinho velho, cheio de mercadorias, viu seu possante empacar às portas de uma cidadezinha.
Resolveu caminhar, procurou um mecânico que lhe prometeu arrumar o carro para o dia seguinte, procurou uma pousada e depois de tomar um bom banho e descansar, perguntou a um transeunte: _O que se faz nesta cidade à noite, para se distrair? A resposta veio logo: _Hoje teremos a palavra sábia de um sábio, que nos falará sobre a beleza da vida e a felicidade de vivê-la tranqüilamente. Ele está no coreto da praça. Estou indo para lá. Quer vir?
Aquiesceu ao convite e lá chegando, viu um senhor de cabelos grisalhos falando maravilhas sobre a felicidade, a paz que ela nos trás e como viver cuidando do mundo que nos rodeia, em agradecimento pelas benesses que ele nos dá.
Aquelas palavras encantaram o visitante, que a cada ano, propositadamente se dirigia ao encontro do sábio. Apenas uma situação o constrangia: diante de tantos ensinamentos via a platéia diminuindo pouco a pouco.
Em sua última e esclarecedora visita, viu o senhor sozinho com suas falas tão lindas. Não se conteve e inquiriu: _ Mestre, tenho visto e aprendido muito com seus ensinamentos, mas parece que o senhor não se deu conta de que está pregando sozinho.
O sábio arrematou: _E quem lhe disse que prego aos outros? Repito as palavras para ter a certeza de que eu as fixarei e as praticarei.
Esta lição serve para que eu pense no meu lar. Se o mundo pode ser destruído, o que eu posso fazer para diminuir a devastação, o que poderei fazer para, caso seja tolhido na devastação, ter a certeza de que a minha parte eu fiz?
Muitas pessoas competentes estão envolvidas nesta tentativa de mudança.
Não quero ser poderoso, quero agir para ao chegar a hora de meu encontro comigo mesmo ao final, eu possa dizer a mim mesmo: _Eu sou o mundo, eu fiz a minha parte para sua salvação.
E você, está fazendo também?
Espero que sim, para que tenhamos a certeza de não termos abandonado à sorte, a nossa casa fantástica.
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Dr. Márcio Funghi de Salles Barbosa
Psiquiatra e Consultor de Relações
Humanas em Empresas.
pergunteaodoutor@marcioconsigo.com
Marcio Funghi
Enviado por Marcio Funghi em 19/09/2008
Código do texto: T1186972
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Marcio Funghi
Araras - São Paulo - Brasil
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