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Tudo já encenado

A pior ditadura é aquela disfarçada de democracia. O povo finge ter direitos e o governo de cumprir seus deveres.

Candidatos de vários níveis disputam cargos de níveis variados, declamando problemas que não pretende resolver, além de outros que criarão.

E o Brasil naufraga com seu berço esplêndido.

Desemprego, violência, crise política e social são conseqüência da falta de democracia em que vivemos. Apesar de terem os militares voltados aos quartéis há quase vinte anos, continuamos sob a ditadura “civil”. Os ares de liberdade que respiramos trazem algumas névoas estranhas. Currais eleitorais, Congresso omisso, instituições totalmente desacreditadas, o corporativismo fascista dos sindicatos abrigados nos partidos repartidos e partidos, e também,  a mais completa ausência de justiça, em que o direito é privilégio de quem detém o poder econômico (políticos, sonegadores, máfias, tráfico e etc.).

É possível haver democracia onde os crimes cometidos ficam impunes porque a “inocência” é comprada? É possível falar de liberdade sem a existência de um padrão ético mínimo? Se a democracia é uma forma de governo na qual o poder emana do povo, por que é imposta?

Pela democracia, simples, sem conjecturas, gostaria ver um dia, que o brasileiro fosse motivo de orgulho e não apenas um habitante de uma terra de ninguém.

As lutas pela ainda tão sonhada restauração da verdadeira democracia participativa, pela valorização da solidariedade e dos direitos humanos em uma sociedade injusta valeram alguma coisa para o povo?

A tortura e a morte de tanta gente que sonhou por um Brasil foram em vão?
De que vale a Democracia?  De que vale a Liberdade?
Recuperamos a cidadania a custa de tanta violência para apenas agora assistirmos  atos e condutas que negam a Cidadania.

É triste constatar que as tendências que estão se formando nos levam para um mesmo redundante "continuísmo" na pratica velhaca do oportunismo de sempre.

E nesse quadro atual-futuro não acredito que nasça um SER brasileiro disposto a enfrentar, a tentar mudar esse cenário estado de coisas.

Em que tudo já foi encenado, surge como alternativa outros protagonista representado e encenado o mesmo enredo. Nos discursos desses, não há propostas de se investir na ação de tentar mudar o sistema, de fazer a real e justa diferença para muita gente, para uma boa parte do povo e, levar ao povo um ideal de construção e reconstrução desse país.

Quem me dera agora eu tivesse a viola pra cantar.
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 08/03/2006
Código do texto: T120247
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 59 anos
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Plínio Sgarbi