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A CRISE CÍCLICA DO CAPITALISMO

Tem pessoas que nunca olhou com bons olhos para o Capital de Max, claro, não é de se admirar que tais pessoas vão morrer defendendo o capitalismo e os interesses inescrupulosos dos lacaios exploradores, que só pensam em acumular capital. E se esses defensores incondicionais do capitalismo só tem que rezar para uma coisa: que não morram sem nada no final. Uns acabam dando um tiro na própria cabeça quando vê sua moeda pôdre indo pro ralo.
Em 1929, a chamada “quinta-feira negra” de 24 de outubro parecia uma loucura, todo mundo gritava feito louco, e o movimento de vendas era fortíssimo, parecia até que o otimismo dos cambistas estava a anunciar o caos porvir. De repente o mundo inteirinho se viu mergulhado na pior recessão que a humanidade já havia presenciado. Era a grande crise do capitalismo. Os burros dos capitalistas só pensam no lucro, exploram o trabalhador e quando vê que estão gastando muito com mão-de-obra, eles não pensam duas vezes em comprar uma máquina para substituir 100, 200 e até 1000 trabalhadores, só que máquina não come, não consome e não se faz o giro do capital, que funcionaria assim:

produção-venda-produção

O valor real do trabalhador nunca é respeitado pelo capitalista que insiste em pagar o menos possível fazendo com que o trabalhador trabalhe mais que o normal, essas horas a mais e não pagas Marx chamou de MAIS VALIA, ou seja, é como se o autor quisesse dizer a todos os trabalhadores: “olha, vocês valem muito mais do que isso que recebem”. Então, os trabalhadores são assaltados a cada duas horas trabalhadas, e quando podiam trabalhar uma hora, acabam sendo forçados a trabalhar o dobro.
Se o capitalismo para funcionar precisa de três coisas PRODUÇÃO-VENDA-PRODUÇÃO, como a venda irá acontecer se o CONSUMIDOR não tem salário digno pra comprar e como a VENDA irá acontecer sem SALÁRIO, já que MÁQUINAS não compra mercadorias nem consomem, exceto óleo para lubrificar suas engrenagens?
Pois é, para entender a crise cíclica do capitalismo é preciso entender que a burrice dos capitalistas só prejudicará o próprio sistema. Olha o que acontece quando o giro do capital é travado: SUPERPRODUÇÃO! É isso, produz, produz à custa das máquinas, gera-se mais desemprego, menos pessoas consumindo, menos venda nos estabelecimentos, o salário não acompanha os preços dos produtos que ficam abarrotados nas prateleiras. O que pode acontecer em decorrência isso? Nem precisa ser economista pra dizer: crise de superprodução. Pronto, a grande roda dentada do capitalismo travou! As bolsas despencam, empresas e bancos se quebram e gera o pandemônio que chamamos de crise cíclica do capitalismo.

UM PARADÓXO ENTRE O SER E O TER

“O objetivo da produção capitalista é o lucro. Para isso, o sistema depende da ampliação cada vez maior do mercado, já que o salário dos trabalhadores não é suficiente para pagar pela produção toda (já que uma parte da produção é a mais-valia, ou seja, o trabalho não pago). Além disso, se os próprios empresários consumirem as mercadorias, eles vão ter prejuízo, e não lucro! Por isso é tão necessária a busca por novos mercados.
Já que o capitalismo não tem nenhuma forma de planificação real, é impossível saber até onde vai a expansão do mercado. Por isso, em todas as fases de prosperidade, acaba acontecendo uma produção bem maior do que a necessária para vender as mercadorias com a mesma taxa de lucro. Então, ela cai, desestimulando os investimentos, o que gera o desemprego. Depois disso, muitas empresas quebram, e a produção pode se expandir de novo, ocupando o espaço deixado por elas, e aproveitando a queda dos salários provocada pelo desemprego”. (http://br.geocities.com/c.comunista/crise2008.htm)

Em 1929, os plantadores de café brasileiros só pensavam em plantar mais e mais pés de cafés, só que o povo não come grãos de café, come feijão e arroz. Os latifundiários só pensavam na EXPORTAÇÃO e o principal comprador de café brasileiro, advinha: era os EUA, justamente o país da crise de 29. A Bolsa de Nova Iorque quebrou, as ações caíram e houve capitalista que até se matou. Toneladas de café foram queimadas, a França queimou toneladas de trigo e o paradoxo é que havia milhões de pessoas passando fome. Nos EUA o presidente Roosevelt mandou distribuir sopão nas esquinas das ruas aos desempregados famintos, porém, os capitalistas nunca vão aprender com essas crises, pois, repetem o mesmo erro: produzem, produzem e acumulam capitais, compram ações e quando a crise recai sobre eles, todos acabam pagando o pato, até os que são explorados e expropriados por estes abutres do capital. Veja agora, ta todo mundo se perguntando: o que vai acontecer? O dólar disparou e já ultrapassa o valor de 2 reais, o pior é que até o trigo que vai no pãozinho da padaria é importado e pago em dólar. Já pensou? Não há ratuna matata! Não há super-homem que aponte uma solução para essa crise. O governo tenta fazer o papel dele de tranqüilizar a nação, mas os meios de comunicação são peritos em vender o pânico às pessoas. Por enquanto está tudo bem, mas até quando...? É, mais uma vez o capitalismo prova a sua fragilidade e a economia de mercado pode ir mais uma vez a bancarrota. Mais uma vez as ações de empresários poderosíssimos virarão pó. Ainda me pergunto: Qual a saída pra não depender do maldito capitalismo? Será que não já passou da hora de, ao invés de defendê-lo, repensá-lo? Buscar outra via que coloque o SER acima do TER? Vale à pena acumular tanto capital para vê-lo virar pó com a queda das bolsas?
Ainda ontem na reportagem da Rede Globo, jornal das 8, foi  mostrada uma menina que alega ter comido até terra pra matar a fome, outras com problemas de crescimento por conta da pobreza que maltrata tantos brasileiros na região nordestina. Então, vale mesmo a pena ficar defendendo banqueiros e empresários que só pensam em acumular capital para depois ver toda a riqueza retirada do sangue dos trabalhadores virar pó e se esvair feito fumaça?

Mês de Outubro: mais uma vez a reputação do capitalismo o precede

“Em todos os países da Europa, tornou-se agora uma verdade demonstrável a todo o espírito sem preconceitos e apenas negada por aqueles cujo interesse está em confinar os outros a um paraíso de tolos que nenhum melhoramento da maquinaria, nenhuma aplicação da ciência à produção, nenhuns inventos de comunicação, nenhumas novas colônias, nenhuma emigração, nenhuma abertura de mercados, nenhum comércio livre, nem todas estas coisas juntas, farão desaparecer as misérias das massas trabalhadoras; mas que, na presente base falsa, qualquer novo desenvolvimento das forças produtivas do trabalho terá de tender a aprofundar os contrastes sociais e a agudizar os antagonismos sociais.” (Karl Marx )

Que coincidência, não? Estamos mais uma vez no mês de outubro. Mas o que esse mês tem a ver com a crise? Foi exatamente nesse mês que a crise de 1929 aconteceu, e era uma quinta-feira. E foi chamada de “quinta-feira negra” de 24 de outubro. Bom, por enquanto faltam 14 dias para o dia 24, e estou digitando esse texto exatamente à 22 horas e 43 minutos do dia 10 de outubro de 2008. Só espero que o pior não aconteça até o dia 24 desse mês. Nesse dia, a crise de 1929 estará completando 79 anos. Será o que os capitalistas estão pensando agora? Áh, é mesmo, eles não pensam, pagam os economistas para pensar por eles. É mas quando a cabeça não pensa o corpo padece, e é isso que pode acontecer. Onde está o “Tio Patinhas”? E os seus três sobrinhos que vivem a esperar que um dia a riqueza do Tio Patinhas vá parar nas mãos deles? Quem representa a figura inusitada do velho Tio Patinhas que joga dinheiro pra cima? A que tipo de pessoas representa os sobrinhos esperançosos do Tio Patinhas e que sonham em herdar sua riqueza?
Os 3 personagens Huguinho, Zezinho e Luizinho criados pelo norte-americano Walter Elias Disney são uma metáfora desses que vivem iludidos pelo sucesso oferecido pelo lucro fácil e que se matarão de trabalhar pra deixar herança que gerará briga entre herdeiros futuros. O Tio Patinhas representa o empresariado ganancioso e que agora perderão os cabelos por conta da crise mundial que afeta os EUA como em 1929. Os sobrinhos do Tio Patinhas representam todos aqueles que acham mesmo que fora do capitalismo não existe salvação. Será? Deixem que os tolos capitalistas e os baba-ovos pensarem assim. Um dia a casa cai como caiu o feudalismo. A mesma burguesia que promoveu a Revolução Francesa verá ruir sua estrutura, e nem precisará de uma revolução para isso, mas apenas uma crise, um colapso mundial. Isso faz lembrar a música do visionário e poeta Raúl Seixas...

“O dia que a terra parou”!
Olinuap Onabra Somar
Enviado por Olinuap Onabra Somar em 12/10/2008
Código do texto: T1224302

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Olinuap Onabra Somar
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