A AMAZÔNIA É NOSSA

As constantes altercações que existem na região amazônica apenas corroboram o que todos nós sabemos: O mundo está de olho em nós. A nossa região tem um apelo ecológico único. A imprensa sensacionalista faz uma algazarra sempre que uma árvore tomba na Amazônia. Os preservacionistas querem preservar, nem que isso signifique tirar o homem da floresta.

Segundo os historiadores, havia um mínimo de quatro milhões e um máximo de seis milhões de índios na Amazônia antes da invasão branca. Em todo o caso, mais que a população do estado do Amazonas hoje, com sua enorme concentração de dois milhões de almas na capital, Manaus. A Amazônia foi recebida intacta pelos portugueses ou espanhóis. Isto prova que homem e natureza podem conviver sem destruição.

A partir de 1970 surgiram organizações de proteção à vida no planeta. Entre elas está o Greenpeace que começou com onze pessoas, da religião quaker, tendo à frente o Capitão Paul Watson, barrando os testes nucleares no Alasca. Dali pra frente cresceu tornando-se a maior multinacional na arrecadação de donativos.

A WWF também está rivalizando com o Greenpeace neste campo. Para a preservação dos lagos de Silves ela arrecadou mais de cinco milhões de dólares e investiu cerca de trezentos mil. Uma corrupção de deixar o Celso Pitta branco de inveja.

A malandragem internacional há muito traiu os ideais que nortearam seu surgimento. O jornalista Pedro Diedrich em seu artigo “O Urânio é nosso e a Ong ‘Greenpeace’? “ cita o Capitão Paul Watson, que abandonou a Ong, sete anos após a aventura no Alasca: “O Greenpeace faz mais dinheiro com a campanha contra a caça à baleia do que a Noruega e Islândia juntas o fazem por realizarem esta caça. Em ambos os casos, as baleias morrem e alguém lucra com isso. Continuamos a receber informações de pessoas que têm recebido apelos do ‘Greenpeace’, altamente emocionais, para darem dinheiro para salvação das baleias, incluindo dinheiro para abastecer o seu navio com óleo diesel. Isto é simplesmente uma fraude descarada”.

Muitos jovens universitários sonham em se alistar como voluntários nasa fileiras do Greenpeace e outras ongs, acreditando na pureza de seus ideais. A estes jovens recomendamos as palavras do senhor Watson.

Muitas dessas organizações têm estrutura superior a muitos países. No Amazonas, onde já vimos a atuação do Greenpeace, percebemos que a logística deles é superior a do IBAMA.Esta estrutura faz com que se imponham, quer pelo apoio logístico, quer pelo lobby que fazem em todos os órgãos e ministérios. Não deve demorar para que sem imponham com a força.

Parafraseando o nobre jornalista Diederichs, poderíamos perguntar:

A Amazônia é nossa e as ongs são de quem?

A terra indígena é dos índios, da ongs ou da Nação brasileira?

As riquezas do subsolo são de quem?

As florestas são de quem?

As leis de proteção ambiental são do interesse do Brasil ou das ongs?

Nem tudo é ruim dentro das ongs, mas podemos permitir que lá de foram sejam traçadas nossas leis?

Podemos dizer que a luta pela preservação do meio ambiente é válida. O que não é válido é a ingerência em assuntos de interesse exclusivo do Brasil e de sua gente

Luiz Lauschner- Escritor e empresário

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Luiz Lauschner
Enviado por Luiz Lauschner em 20/10/2008
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