OBAMA OU MACCAIN, QUEM SERIA MELHOR?

Nos últimos meses a grande imprensa no mundo inteiro priorizou o embate político entre o “democrata” Barack Obama e o republicano John McCain, para a presidência dos Estados Unidos.

Não há dúvidas de que alguns setores mais progressitas tenderam, ao longo desse processo, a se simpatizar com Obama em função deste ser negro, mais jovem que o seu adversário, ser carismático e transmitir a idéia de diversidade cultural por ser filho de um negro e uma branca. Obama ainda foi beneficiado pelo uso corrente do adjetivo “democrata” (referência ao seu partido) para identificá-lo.

De outro lado, o nome de MacCain sempre agradou aos mais conservadores, especialmente por ser militar inativo e considerado “herói de guerra” (quase sempre nos esquecemos que todo “herói de guerra” é também “neurótico de guerra”). A pergunta que, entretanto, se deve fazer é sobre quais os benefícios poderiam advir da eleição de um ou do outro para o resto do mundo. Cremos que pouco ou nada pode mudar de substancial.

É possível vislumbrar uma tendência de refrear o racismo no mundo a partir de uma boa gestão de Obama, já que, por mais que nos incomode admitir, o presidente dos EUA goza de algum prestígio no mundo inteiro. Em contrapartida, se ele conduzir o seu mandato de forma a se tornar antipático, como se tornou Bush, teremos então um prato cheio para o grande deleite dos racistas: “agiu assim porque é negro!”, dirão.

Os EUA já não têm a mesma ascendência de antes sobre o mundo em função da crise enconômica que está sofrendo, mas a mentalidade monopolista, imperialista e belicista estadunidense permanece e continuará com Obama assim como continuaria com MacCain.