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O Estado de Caos

Vivemos nessa tal democracia onde o exercício da autoridade na prática da disciplina e ordem, foi confundida e se confunde com autoritarismo, inclusive com a imprensa que detonou as atitudes de homens capacitados de ontem contra a guerrilha e violência urbana, como o então, o "autoritário" Secretário da Segurança Pública, o Sr. Erasmo Dias e os de hoje, como o Coronel Ubiratan (na minha opinião, o lugar desse bravo soldado é na cadeira da SSP e não onde o colocaram, no banco dos réus).
Agora, essa mesma imprensa está relatando com o sangue de nossos bravos soldados, os fatos dessa ditadura dos bandidos que nasceu nesse nosso mal planejado e conduzido estado de liberalidade tão defendido por essa nossa imprensa comercial.
Antes, qualquer fato deteriorante era atribuído como manobra do PSDB para inviabilizar as pretensões do PT chegar ao poder e apesar de estarmos vivendo a realidade do dia-a-dia, ainda há pessoas que vivem no mundo das fantasias e das ilusões, contribuindo com suas "cabeças pensantes" na manutenção desse estado deteriorante do oportunista continuísmo, achando que tudo o que se passa agora, são manobras do PT para inviabilizar as pretensões do Alckmin.
Lamentável...
Nesse país não há eleitores e sim fanáticos simpatizantes e torcedores de homens partidários.
Esse processo de deterioração do Estado em toda a sua estrutura iniciou-se com essa tal democracia em que vivemos. Com as vitórias do PMDB nas eleições em quase todo o Brasil. Com Quércia e Fleury (esse, o único feito merecedor de aplausos, foi a sua ordem de que a Tropa de Choque da Policia invadisse o Carandiru) no Estado de São Paulo e depois, com O PSDB de Covas e Alckmin que ocupou o governo. Esse mesmo Alckmin que fez e contribui com a milionária campanha contra o desarmamento, esse mesmo Alckmin, gerente das autoridades que afastaram dois policiais que tiveram a ousadia de denunciar em uma emissora de rádio, a falta de coletes balístico e o revezamento do uso desse equipamento de proteção que eram obrigados a fazer; com o mesmo PSDB que ocupou a Presidência da República durante oito anos e o PT que chegaram ao Poder recentemente.
Soma-se a essa deterioração o Congresso Nacional que durante esse período fizeram as leis que facilitam a vida dos bandidos. O Povo precisa com urgência da reforma da legislação (o código penal com algumas adaptações data de 1940) com leis severas que estejam de acordo com a vontade popular. A população clama por um Estado punitivo, com leis mais duras, punitivas e mais severas como: a prisão perpetua nos moldes da Alemanha ou então, a pena de morte como há nos Estados Unidos (será que a democracia brasileira é mais avançada do que nos Estados Unidos, onde essa pena é aplicada?).
Tempos duros exigem leis mais severas e aqui no Brasil os juizes ficam de mãos atadas diante das leis de execução penal que permite visitas intimas, saídas temporárias, cumprimento de 1/6 da pena que possibilitando o regime semi-aberto que nada mais é do que rua e no excesso de prazo, passados 81 dias o réu aguardando julgamento é colocado na rua, na Alemanha o réu pode ficar preso por quatro anos e nos Estados Unidos, por oito anos. Aqui, o Congresso não se movimenta para promulgar leis de acordo com a vontade da população.
Nesse processo deteriorante, a Igreja Católica sempre se colocou a favor dos bandidos e considerou os criminosos como vítimas da sociedade. Algumas ONGs prestam serviços de assistência médica, odontológica e de nutrição alimentícia aos bandidos criminosos. E o povo que através dos impostos paga tudo, permanece em estado de miséria e nossos aposentados, depois de toda uma vida de trabalho, agonizam em filas previdenciárias e são duramente agredidos com declarações das autoridades que acham que as filas são problemas de cultura do brasileiro, que gosta de amanhecer em filas.
Soma-se mais ainda, os condutores de nossa política-econômica que concentra renda e multiplica a miséria e a corrupção envolvendo a banda podre de nossas polícias onde, o Ministério Público e o sistema judiciário com seus efetivos abarrotados de serviço, não se responsabiliza ninguém pela entrada de celulares e armas nos presídios, que possibilitam a coordenação sistemática e simultânea do comando criminosos em todo o Estado (os advogados e religiosos, defensores dos bandidos não passam por revistas ao entrar nos presídios). Podemos enumerar outras variadas causas e acrescentar nelas as 900 faculdades de direitos que abrigam professores sem qualificações e sem títulos de Doutores, que formam uma parte considerada de bacharéis que pegam qualquer causa e alguns desses, chegam a exercer funções no Ministério Público, aproveitando nas falhas das leis e da justiça para se auto-promoverem.
Durante a semana, várias delegacias da capital e do interior alertaram as autoridades ao que podia acontecer. Nossas autoridades subestimaram os planos dos bandidos, achando que nada de grave acorreria até o dia das Mães. Manteve o "indulto" soltando treze mil presos e nada planejaram para a defesa das corporações policiais dessa tragédia anunciada, inclusive, covardemente expondo seus bravos homens para serem alvo fácil dos bandidos (na sexta-feira, depois da jornada de trabalho, os policiais voltaram para casa sem nada saber e sem nenhuma proteção).
Todas as ações que estão acontecendo de natureza desse terror, que a população revoltada está presenciando, é um claro atestado de incompetência plena das autoridades. As forças policiais são refém da falta de autoridade de um governo incompetente que se coloca a mercê dos direitos dos "manos" que afasta das ruas o policial envolvido em duas ocorrências de enfrentamento e combate ao crime com balas contra os bandidos e, impede a policia de dar respostas a altura quando um sujeito que se diz líder dessa quadrilha organizada, foi capaz, sentado em frente do competente diretor do DEIC, de pronunciar o seguinte: "eu posso entrar na sua delegacia e matar o seu policial, você não pode entrar na penitenciaria para me matar". É a proliferação das comissões dos defensores dos direitos humanos contra a policia entregue a própria sorte. Como reagir diante dessas agressões se a legitima defesa está amparada na própria lei?
Prendemos nossa respiração diante do espanto ao perceber que as ruas de São Paulo não são mais do povo. Logo, o comando do crime organizado decidirá as ordens na paralisação dessas ações de terror e as autoridades da desorganizada Segurança Pública comemorará a falsa impressão que conseguiram controlar a situação e daqui alguns dias tudo caíra no esquecimento e teremos que agüentar a "tortura" das atenções a copa do mundo de futebol. Quando menos se perceber, essas forças criminosas, predadores da sociedade, voltarão com a mesma ou até um maior poderio ofensivo.
Esse é o retrato que nos mostra uma certa noção do limite da visão e até aonde aprendemos a enxergar.
Olhar, ouvir, conhecer e reagir...
Se não somos surdos e nem cegos, tendo ouvido e enxergando será preciso que falemos, cada um do seu jeito, do jeito que pode ou consegue para bradar nessa clareza que estamos chegando a perfeição da ruína e decadência.
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 16/05/2006
Reeditado em 16/05/2006
Código do texto: T156970
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 58 anos
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Plínio Sgarbi