NOVOS OLHARES DA ECONOMIA – BRASIL E MUNDO

NOVOS OLHARES DA ECONOMIA – BRASIL E MUNDO

Welinton dos Santos é economista e psicopedagogo

Novos olhares estão presentes nos noticiários diários, a China como superpotência, os emergentes como salvadores do mundo, ou seja, não somos mais do Terceiro Mundo, classificação dada a Teoria dos Mundos do demógrafo francês Alfred Sauvy, termo utilizado na época da Guerra Fria (1945 – 1989), dólar frágil, Brasil como uma superpotência de petróleo, com investimentos até no Mar Negro junto com a Corporação de Petróleo Turca – TPAO, o que está acontecendo com a economia mundial?

O endividamento da economia americana realizada durante décadas de domínio capitalista, motivado pelo seu poderio militar e a custa de um consumismo desenfreado fez os EUA, um ponto de interrogação para o futuro. O endividamento americano é muito alto, piora a situação o déficit e principalmente a rolagem de sua dívida em um mercado de incertezas que tenderá a aumentar, podendo provocar a insolvência do resgate de seus títulos no tempo.

Uma nova realidade econômica internacional, a única solução para os EUA, está no desenvolvimento e manutenção de suas patentes de conhecimento, porém com o avanço das comunicações outros países começam a sobressair como o caso da China, Brasil e Índia, que produzem conhecimento científico em maior escala. Percebemos um mundo em mutação, que os conceitos da nova realidade possam ser baseados em princípios de paz, na comunhão da informação intelectual mais democrática e presente na vida de cada cidadão planetário.

Em 2003 Hazel Henderson, musa dos movimentos sociais dizia que a natureza será a nossa professora e que ditará as coisas como devem ser feitas. Neste novo contexto, afirmo que ela estava correta em afirmar que o clima estará determinando os movimentos migratórios nacionais e internacionais, pois, os efeitos climáticos estão cada vez mais presentes em nosso dia-a-dia, o que nos traz uma discussão, chegou o momento de pensar na sustentabilidade com responsabilidade, não só de boas intenções, mas sim de ações que prezem pelo respeito à vida e a sustentabilidade do planeta.

Quando olhamos o conceito de economia saudável, o Brasil é o país mais rico do mundo com sua biodiversidade, que está sendo tolhida por empresas internacionais, que exploram e registram patentes de produtos cultivados no país.

Devemos rever o modelo de desenvolvimento econômico atual, para um que preze mais aos direitos individuais e coletivos, que agreguem valores no trabalho em formas e pensamentos, que integre a utilização dos recursos existentes sob movimentos alternativos de integração entre a sociedade e o ecossistema que estamos inseridos.

O custo social e ambiental deve ser calculado em cada atividade e movimento de educação do momento presente.

Somente com o trabalho cooperativo poderemos avançar rumo a uma nova sociedade mais digna e solidária. Os direitos coletivos e individuais se sobrepõe em uma dinâmica atuante da nova política internacional.