DISCRIMINAÇÃO RACIAL

DISCRIMINAÇÃO RACIAL

Por: Antonio Paiva Rodrigues

“Expulsai da terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a humanidade enveredar sua veste viril, para o que cumpre que primeiramente o expilais dos vossos corações.” (Emannuel-Paris: 1861).

Nos dias atuais, o que se propaga nos meios de comunicação falada, escrita e televisada são as animalidades, as ingratidões de uma geração escarnecida pelo orgulho, vaidade e falta de amor ao próximo. Lembremos-nos de que a terra é simplesmente um degrau em nossa escalada para os cimos resplandecentes da vida e, acordados para as oportunidades do serviço, avancem para adiante, aprendendo e amando, auxiliando aos outros e renunciando a nós mesmos, na certeza de que assim, caminharemos do infortúnio de ontem para a felicidade de amanhã.

O homem parece ignorar a evolução dos tempos, chegamos a conclusão que o mundo aberto está lhe proporcionando uma estagnação mental e espiritual. O espírito progride, ao longo dos milênios, da ignorância e animalidade para a sabedoria e angelitude, desenvolvendo o amor e o saber, síntese das virtudes evangélicas. Obedece à lei da evolução. Sobre a matéria, temos um melhor conhecimento, os homens de sabedoria a estudam com afinco, enquanto pouco ou nada se interessam pelo estudo espiritual. À distância de Deus torna-o insensível, ignorante, prepotente, o sentimento de piedade e compaixão desaparece. Por que discriminar nossos irmãos de raça negra, a única diferença está na vestimenta carnal, e nada mais. Os incultos embevecidos do orgulho mostram-se como fossem raças superiores e a supremacia seria a superioridade.

Na época atual o ápice da ignorância está presente em tudo. Cota para ingresso nas universidades e faculdades, para concursos dos mais diversos cargos eletivos, para admissão em várias profissões, denigre a imagem do ser. Igualdade, amizade e fraternidade, são atributos que elevam o espírito humano. Imaginem se o homem tivesse sido os primeiros habitantes da terra?

O protoplasma foi o embrião de todas as organizações do globo terrestre, sem forma definida, cobria a crosta solidificada do planeta, os primeiros habitantes terrestres, no plano material, foram as células albuminóides, as amebas e todas as organizações celulares, isoladas e livres multiplicaram-se prodigiosamente na temperatura tépida dos oceanos. Um planejamento estratégico que levou milhares de anos fora preciosos para a elaboração paciente das formas. De onde vêm todas essas antipatias aos nossos irmãos de cor, Cristo os criou assim. Nos prismas reais encontrar os primeiros antepassados do homem sofrendo os processos de aperfeiçoamento da natureza. Os antropóides, antepassados do homem terrestre, e os ascendentes dos Símios que ainda existem no mundo tiveram a sua evolução em pontos convergentes, e daí os parentescos sorológicos entre o organismo do homem moderno e o do chimpanzé da atualidade.

Os peixes, os répteis, os mamíferos tiveram suas linhagens fixas de desenvolvimento e o homem não escaparia a essa regra geral.

Os antropóides das cavernas espalharam-se aos grupos pela superfície do globo, no curso vagaroso dos séculos, sofrendo as influências do meio e formando os pródromos das raças futuras em seus tipos diversificados, as entidades auxiliaram o homem do sílex, imprimindo-lhe novas expressões biológicas. Pesquisas da Ciência desde o Neanderthal (homem bestializado) até o estudo do homem fóssil confirmam os prepostos de Cristo, até fixarem mo “primata” as características aproximadas do homem do futuro. Os séculos correram o seu velário de experiências penosas sobre a fronte dessas criaturas de braços alongados e pêlos densos, até que um dia as hostes do invisível operaram uma definitiva, no corpo perispiritual pré-existentes; dos homens primitivos nas regiões siderais, e em certos intervalos de suas reencarnações. Aparecem os selvagens de porte melhorado, tendendo a elegância dos tempos do porvir. Uma transformação visceral surge na estrutura dos antepassados das raças humanas.

O cético iria perguntar: como poderia operar-se semelhante transição? Perguntará o critério cientifico naturalmente. As crianças têm os defeitos da infância corrigidos pelos pais. Que as preparam em face da vida, sem que, na maioridade elas se lembrem disso. Jesus sempre afirmava: na casa de meu Pai existem muitas moradas e Capela era uma delas, os espíritos degredados enquanto as falanges do Cristo realizavam as últimas experiências sobre os fluidos renovadores da vida, aperfeiçoando os caracteres biológicos das raças humanas.

A gênese do planeta se processara com a cooperação dos milênios, a gênese das raças humanas requeria a contribuição do tempo, até que se abandonasse a penosa e longa tarefa da sua fixação. Aquelas almas aflitas de capela, atormentadas em proporções nas regiões mais importantes onde se haviam localizado as tribos e famílias primitivas, descendentes dos primatas. Com esta reencarnação no mundo terreno, estabeleciam fatores definitivos na história etnológica dos seres.

Esses espíritos só puderam voltar ao país da luz e da verdade depois de vários séculos de sofrimentos expiatórios: alguns espíritos considerados infelizes e retrógrados permanecem ainda na terra, nos dias que correm contrariando a regra geral, em virtude do ser elevado passivo de débitos clamorosos. Depois deste processo se formaram as castas, o grupo dos árias; a civilização do Egito; o povo de Israel e as castas da Índia, os negros e os amarelos foram os primeiros a pisar o orbe terrestre.

Esta cronologia nos leva a um entendimento dentro da posição espírita como se formou a Terra tendo como arquiteto Deus e construtor Cristo e sua falange de espíritos, por isso sempre afirmamos que ele é o governador planetário. Quando Cristo resolveu conhecer sua obra teve que vir obedecendo as Leis Divinas, gerado no ventre de uma mulher, gestação de nove meses e de uma relação sexual normal, se o contrário acontecesse Deus estaria derrogando suas próprias leis. Quando Cristo nasceu recebeu o nome de Jesus e hoje é conhecido como Jesus Cristo “O Homem de Nazaré”, embora tenha nascido em Belém de Judá.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-GESTOR DE EMPRESAS

Paivinhajornalista
Enviado por Paivinhajornalista em 03/06/2006
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